Sete escolas de Campinas estão habilitadas pela Secretaria de Educação de São Paulo para a realização de consultas públicas sobre a implantação do modelo cívico-militar de educação. O Governo de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (20) a retomada do programa de escolas cívico-militares no segundo semestre de 2025. Sumaré (2), Paulínia (2), Nova Odessa (1) e Hortolândia (2) também possuem escolas estaduais interessadas em aderir. As aulas da cívico-militares, segundo o governo estadual, começam em 28 de julho.
De 24 de fevereiro a 7 de março, o programa será apresentado pelos diretores à comunidade escolar das 300 unidades do estado que manifestaram interesse.
A primeira rodada da consulta pública será de 10 a 24 de março, quando será realizada a votação pela adesão ou não ao modelo. Na falta de quórum, outras duas rodadas estão marcadas para o período entre 31 de março e 2 abril e entre 7 e 9 de abril. A divulgação oficial das escolas contempladas será feita até 15 de abril. As aulas começam em 28 de julho.
Em Campinas, as escolas estaduais candidatas ao modelo são Professor Aníbal de Freitas; Orosimbo Maia; Jornalista Roberto Marinho; Reverendo Eliseu Narciso; Professor Messias Goncalves Teixeira; Professora Maria de Lourdes Campos Freire Marques e Júlio Mesquita.
Em Hortolândia, farão consulta pública Yasuo Sasaki e Professora Conceição Aparecida Tereza Gomes Cardinales; em Nova Odesa, Professora Silvania Aparecida Santos; em Paulínia, Doutor Francisco de Araújo Mascarenhas e Professora Adélia Cristina Borgato Gryszczenko, e em Sumaré, Professora Maria Ivone Martins Rosa e Professora Marinalva Gimenes Colossal da Cunha.
Como será
Após a consulta pública, até 100 unidades educacionais da rede estadual de São Paulo poderão fazer parte do programa cívico-militar a partir do segundo semestre.
“Vamos analisar o pedido de todas as unidades e vamos chegar a um número máximo de 100 escolas contempladas para início em agosto”, afirmou o secretário da Educação, Renato Feder.
A Seduc-SP ficará responsável pelo acompanhamento da implantação do modelo. Se mais de 100 unidades tiverem votação favorável, serão adotados critérios de desempate para a seleção das unidades. Entre eles:
- Distância de até dois quilômetros de outra unidade que não optou pelo programa, em caso de mais de uma escola interessada na mesma cidade;
- Número de votos válidos a favor da implantação. Para que a votação a favor seja válida, é preciso que 50% dos votantes mais um optem pelo sim;
- Escolas com mais níveis de ensino, ou seja, que ofertam o Ensino Fundamental e o Médio.
- Currículo e processo seletivo das escolas cívico-militares
O modelo
As escolas que adotarem o modelo cívico-militar seguirão o Currículo Paulista, organizado pela Secretaria da Educação. A pasta também será responsável pelo processo de seleção dos monitores, que deve ocorrer a partir da segunda semana de abril até final de maio.
No mês de junho, os profissionais selecionados, bem como diretores e vice-diretores passarão por treinamento e ambientação, com o objetivo de garantir a adaptação ao novo modelo educacional.
Caberá à Secretaria da Segurança Pública apoiar a Secretaria da Educação no processo seletivo e emitir declarações com informações sobre o comportamento e processos criminais ou administrativos, concluídos ou não, em que os candidatos a atuar como monitores nessas unidades de ensino possam estar envolvidos.
O investimento nas escolas cívico-militares será o mesmo já previsto nas unidades regulares. O gasto com a contratação dos monitores, já considerando a expectativa final de 100 escolas cívico-militares, será de R$ 7,2 milhões.
Relembre
Ates da suspensão do programa cívico-militar em São Paulo, por decisões da justiça, a escola Aníbal de Freitas, no Jardim Guanabara, em Campinas, desistiu do projeto de ensino cívico-militar. Em votação do conselho de pais, professores e diretores, realizada em julho de 2024, a maioria votou contra a adesão ao modelo proposto pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Nova consulta será feita nos próximos dias.












