Pelo menos 6 mil estudantes são esperados na edição 2024 do programa Colégio Aberto, que mostra à comunidade as atividades desenvolvidas nas duas escolas técnicas da Unicamp, o Colégio Técnico de Campinas (Cotuca) e o Colégio Técnico de Limeira (Cotil). Neste ano, o Colégio Aberto do Cotuca ocorrerá no dia 17 de agosto, das 9h às 18h. Já o programa Cotil de Portas Abertas acontece nos dias 20 e 21 de setembro.
Segundo a diretora de Ensino do Cotuca, Renata Altenfelder Garcia Gallo, o evento deste ano contará com palestras de orientação sobre o funcionamento da escola e sua estrutura, além de apresentações sobre os cursos oferecidos – tanto do ensino médio integrado ao ensino técnico, como da formação do eixo técnico.
Já o diretor de Ensino do Cotil, Wellington de Oliveira, diz que o programa Cotil de Portas Abertas tem uma característica marcadamente prática. Segundo ele, o visitante será levado para palestras e rodas de conversa, mas conhecerá também a estrutura do campus – como salas de aula, refeitórios, bibliotecas e os serviços disponibilizados pela escola.
Além disso, conta Oliveira, os cursos técnicos vão mostrar o cotidiano das salas de aula e laboratórios. O curso de Mecânica, por exemplo, demonstrará o uso de ferramentas e equipamentos. O de Edificações apresentará plantas e desenhos aos estudantes. Já o de Agrimensura realizará até mesmo demonstrações com drones.
Diretor geral do Cotil, Augusto César da Silveira lembra que os colégios têm quase 60 anos de fundação e já estão consolidados. “Temos uma coisa que se chama supervisão delegada. Isso significa que fazemos a certificação de cursos para as escolas técnicas de todo o estado de São Paulo”, afirma.
Novo cenário
A professora Cristiane Megid, da Diretoria Executiva de Ensino Pré-Universitário da Unicamp (Deepu), diz que os colégios técnicos registraram uma mudança significativa no perfil dos estudantes nos últimos anos. Até o ano de 2017, conta ela, 70% dos estudantes do Cotuca, por exemplo, eram provenientes de escolas particulares. Com a instituição do sistema de cotas, no entanto, essa conta se inverteu.
Segundo Megid, as escolas conseguiram se adaptar ao novo cenário, seja do ponto de vista acadêmico, seja fortalecendo os programas de acesso e permanência – com aumento no valor e na quantidade de bolsas sociais oferecidas.
A professora conta que, de 2022 para 2023, houve aumento de 50% no número de bolsas oferecidas e, de 2023 para 2024, a meta foi equiparar as bolsas oferecidas aos colégios àquelas disponibilizadas aos alunos de graduação da Universidade.
O programa de cotas adotado nos colégios reserva 35% das vagas de cada curso para alunos pretos, pardos e indígenas que tenham cursado todo o Ensino Fundamental II em escola pública, outros 35% para alunos que tenham cursado o Ensino Fundamental II em escola pública e o restante, de 30%, é reservado à ampla concorrência. (Com informações da Unicamp)







