Em estado de emergência pela crise hídrica que afeta o município desde o início do mês passado, Artur Nogueira começou a receber medidas de auxílio do governo estadual nesta segunda-feira (5). Uma delas é o desassoreamento do córrego Cotrins para melhorar as condições de captação de água. Pela manhã, decreto do governo paulista instituiu situação de emergência na cidade – o nível da represa que abastece o município está em 15% de sua capacidade.
Representantes do governo realizaram uma visita técnica a Artur Nogueira no sábado (3) para avaliar a situação. Estiveram presentes a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende; o superintendente do Departamento de Águas do Estado (DAEE), Anderson Esteves; e a tenente-coronel Claudia Bemi, diretora do Departamento de Proteção e Defesa Civil.
O desassoreamento do córrego Cotrins já foi iniciado nesta segunda pelo DAEE, que direcionou uma escavadeira hidráulica e caminhões para a cidade. Também está em estudo de viabilidade técnica e econômica, em conjunto com a Defesa Civil, a possibilidade de instalação de uma adutora provisória para levar água do córrego Boa Vista, conhecido como Poquinha, para uma das Estações de Tratamento de Água da cidade, dobrando o volume de água que chega à ETA.
A Defesa Civil, que já tinha enviado 25 mil litros de água e 300 cestas básicas à cidade na última semana, está direcionando mais 25 mil litros nesta terça-feira (6).
De acordo com a secretária Natália Resende, o Governo está atento à situação e apoiará com ações emergenciais, no contexto do Plano Estadual de Resiliência à Estiagem – São Paulo Sempre Alerta.
Entre as ações do Plano, acrescenta ela, está o lançamento, nos próximos dias, de um novo chamamento para prefeituras interessadas na perfuração de poços. Nos últimos 16 meses, foram investidos R$ 144,3 milhões na perfuração de 139 poços em 125 municípios.
A secretária enfatiza que, para além das ações emergenciais, soluções definitivas estão sendo encaminhadas para a questão da escassez hídrica no estado, em especial nas regiões mais afetadas.
“Vamos autorizar, em breve, o início das obras da barragem de Pedreira, na divisa dos municípios de Pedreira e Campinas, às margens do rio Jaguari, e a barragem de Duas Pontes, em Amparo, junto ao rio Camanducaia. Essas são obras fundamentais para garantir segurança hídrica na região metropolitana de Campinas, que é uma das mais afetadas pelos períodos de seca”, diz.
As duas represas vão aumentar a segurança hídrica para 5,5 milhões de pessoas, elevando a oferta de água em âmbito regional, por meio da regularização da vazão dos rios Jaguari e Camanducaia. A previsão de investimento é de cerca de R$ 1 bilhão para as duas represas.
Também está previsto o Sistema Adutor Regional das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, com quase 90 quilômetros de extensão, que distribuirá a água das barragens para os municípios. Os estudos técnicos relativos ao SAR-PCJ já foram contratados pela Secretaria de Parcerias em Investimentos e estão sendo desenvolvidos pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O empreendimento foi qualificado no Programa de Parcerias em Investimentos do Estado para que seja realizada uma parceria público-privada de operação do Sistema.












