Se a intenção era exterminar o pé de acerola da calçada da Rua Jean Nassif Mokarzel, no centro do distrito de Barão Geraldo, essa semana, ‘sinais indiretos’ deram certeza de que, por hora, a espécie continuará em frente ao mesmo endereço.
Trata-se de uma árvore-símbolo daquela região, que há um mês virou notícia aqui no Hora Campinas e gerou centenas de manifestações à favor da manutenção daquela espécie.
Isso por que um grupo de moradores fez um apelo criativo para garantir que os novos proprietários da residência repensassem sobre a retirada da acerola.
“Não me matem! Quero viver! Sou saudável! Dou fruto! Abrigo passarinhos! Tenho história! Assinado: Acerola”. O cartaz foi pendurado nos poucos galhos da árvore – que já passou por uma poda radical. O movimento em defesa das árvores de Barão Geraldo faz marcação cerrada nos bairros.
“Os proprietários da casa da acerola desistiram de derrubar a árvore. Como eu sei? Sinais indiretos. Fizeram um canteiro ao redor da árvore e plantaram na frente do muro algumas plantas, que em tese seria demolido para ampliar a garagem”, escreveu uma das ativistas em prol da arborização de Barão.
Logo após a publicação da matéria no Hora, a própria reportagem ficou pendurada na acerola na tentativa de sensibilizar os donos do imóvel. Uma república de estudantes estaria se formando naquele endereço.
A antiga residência, contam, era de propriedade do seo Aurélio, um jardineiro que por muitos anos contribuiu com o plantio de diversas árvores na redondeza, e também atendeu aos moradores da região com seus serviços. O imóvel foi vendido recentemente pelos filhos do antigo jardineiro.
“Acredito que minha insistência colocando os cartazes e a história que foi publicada fizeram estas pessoas mudar de ideia”, comemorou a ativista. Além do pé da fruta, os atuais donos do imóvel também plantaram algumas espécies no rodapé do muro.
Ainda que a acerola possa demorar a dar frutos, devido a poda radical, a contribuição do nosso jornalismo pode ter rendido um frutífero futuro para demais árvores do distrito, que dia após dia sucumbem diante da transformação imobiliária da região.
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