Os serviços do Consultório na Rua em Campinas começaram a ser ampliados a partir deste mês após um aditamento do convênio entre a Secretaria de Saúde e o Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira. Houve contratação de pessoal e compra de veículos para atividades direcionadas à população em situação de rua.
As equipes passaram de duas para três, sendo que o número de profissionais integrantes foi de 18 para 27. Dois veículos novos foram adquiridos, enquanto o antigo carro, que pertence ao Cândido, será direcionado para outras atividades internas da instituição.
O Consultório na Rua passa a contar ainda com um terceiro automóvel, por meio de locação. Antes disso, ele chegou a ter o recurso apenas em situações pontuais.
O serviço é itinerante e completa 12 anos de funcionamento em setembro. Com o aumento de pessoal e veículos, a expectativa da Saúde é reforçar ações no Centro e ampliar áreas de atuação. A média mensal de atendimentos deve subir gradativamente de 450 para 675.
“Haverá um ganho significativo em mobilidade e assim conseguiremos acessar novos usuários não apenas na região central da cidade, mas também em outras regiões sensíveis para avançarmos na implementação da política de atendimento às pessoas em situação de rua em Campinas. É uma medida extremamente importante diante do aumento da demanda registrado nos últimos anos, especialmente após a pandemia”, explicou o coordenador da Saúde Mental de Campinas, Marcelo de Souza Bruniera.
Juntas, as equipes reúnem cinco médicos, três enfermeiros, cinco técnicos em enfermagem, dois psicólogos, um assistente social, dois terapeutas ocupacionais, três motoristas, um auxiliar administrativo, quatro agentes de ação social e um coordenador.
Um dos veículos foi adquirido com recursos de emenda impositiva direcionada pelo vereador Nelson Hossri, enquanto outro carro, três barracas e duas carretas para equipar o Consultório foram comprados com emenda direcionada pela parlamentar Paolla Miguel.
“A ampliação é importante não somente para atender as pessoas em situação de rua, mas também permitir o acesso delas aos equipamentos públicos com outros serviços”, explicou a coordenadora do Consultório na Rua, Alcyone Januzzi.







