Dez gols sofridos, só dois marcados e apenas um ponto conquistado em cinco jogos. Esse é o sofrível desempenho da Ponte Preta dentro do Majestoso no segundo turno da Série B. Mesmo logo depois de conquistar sua primeira vitória como visitante no campeonato, ao bater o CRB por 1 a 0 na semana passada em Maceió, a Macaca voltou a derrapar em casa e sofreu a quarta derrota consecutiva como mandante na última terça-feira (24), perdendo por 2 a 0 para o América-MG, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas.
“Iniciamos bem o jogo, com personalidade e coragem, mas fomos sofrendo com a marcação e tivemos alguns erros de saída de bola. Isso parece que tirou um pouco a tranquilidade da equipe. Realmente deixamos a desejar nos últimos 25, 30 minutos do primeiro tempo. Logicamente, o adversário é um time tecnicamente muito bom e acabou vencendo na primeira etapa”, analisou o técnico pontepretano Nelsinho Baptista.
“Fizemos mudanças no segundo tempo e o time melhorou bem. Criamos algumas oportunidades, inclusive de pênalti, e outras também com bola rolando, mas infelizmente não traduzimos essa melhora em gols. Como a gente estava jogando contra um time de qualidade, qualquer espaço que você deixe ou desatenção que tenha, acaba sofrendo o gol”, lamentou Nelsinho.
A Ponte Preta completará dois meses sem vitória como mandante, pois a última vitória em casa foi no dia 4 de agosto (1 a 0 sobre o Avaí) e o próximo compromisso no Majestoso será somente no dia 5 de outubro (contra o Botafogo-SP).
A sequência de tropeços diante da torcida começou no dia 16 de agosto, quando a Ponte empatou em 1 a 1 com o Goiás. Depois disso, foram só derrotas. De um mês pra cá, a Macaca perdeu por 1 a 0 para o Operário, por 2 a 0 para a Chapecoense e ainda sofreu uma goleada por 4 a 1 para o Ituano em pleno Majestoso.
Esses resultados negativos deixaram a equipe alvinegra estagnada na tabela e ainda provocaram a aproximação de concorrentes diretos na luta contra o rebaixamento. Menos mal que a Ponte ainda possui três pontos de vantagem e duas vitórias a mais em relação ao Brusque, primeiro time dentro do Z4, com 29 pontos. A Macaca aparece na 13ª posição, com 32 pontos.
Para o técnico Nelsinho Baptista, a ausência do centroavante Jeh, que vem desfalcando a equipe há duas semanas por causa de uma lesão muscular na coxa direita, é o principal fator da queda de produção ofensiva e, consequentemente, da falta de bons resultados da equipe. Artilheiro da Ponte na temporada, com 11 gols, sendo sete na Série B, Jeh deve voltar aos gramados somente no meio de outubro.
“A gente perdeu um jogador que era nossa referência na frente e não temos outro com essa característica. Havia uma preocupação do zagueiro com o Jeh e sobrava espaço para outros jogadores finalizarem ou fazerem o último passe. O fato é que perdemos um jogador importante e estamos tendo essa dificuldade”, apontou Nelsinho.
Dos nove jogos restantes até o fim da Série B, a Ponte Preta ainda fará cinco no Majestoso, sendo quatro confrontos diretos contra o rebaixamento, entre eles o Dérbi contra o Guarani, lanterna do campeonato. Os outros jogos decisivos em Campinas na luta contra a queda serão contra Botafogo-SP (15º), Brusque (17º) e Paysandu (16º), nesta ordem. O último compromisso da Macaca dentro de casa será contra o Sport Recife, que briga pelo acesso.
Antes de voltar a jogar em casa novamente, a Ponte Preta visitará nada menos do que o líder Novorizontino, do técnico Eduardo Baptista, filho do treinador pontepretano Nelsinho Baptista. O duelo acontece na segunda-feira (30), às 21h, no estádio Dr. Jorge Ismael De Biasi, em Novo Horizonte.
“A gente tem conversado bastante com os jogadores. Vamos dar todo o apoio para fazerem um bom trabalho, conquistarem um bom resultado no próximo jogo e tirá-los dessa situação de não conseguir vencer em casa”, disse Nelsinho Baptista.







