A Secretaria de Saúde de Campinas confirmou nesta sexta-feira (10) mais seis mortes por dengue na cidade em 2024. Com isso, o total do ano passado chega a 90 óbitos na pior epidemia da doença na história do município. Os novos registros ocorreram entre 14 de abril e 17 de julho. Durante 2024, pelo menos 121.241 casos de dengue foram confirmados em Campinas. Os dados foram atualizados em sistema até 6 de janeiro deste ano. Neste ano, 21 cidades paulistas já decretaram emergência para a doença.
Dois fatores contribuíram para a alta de casos na cidade: circulação simultânea de três sorotipos do vírus pela primeira vez na história e condições climáticas favoráveis para a proliferação do mosquito, principalmente por conta das sucessivas ondas de calor.
Neste ano, a Secretaria de Saúde de Campinas lançou a primeira edição do Alerta Arboviroses em 2025, que mostra 14 bairros da cidade com elevado risco de transmissão da dengue.
Conforme o boletim, as áreas com alto risco de transmissão são: Leste: Jardim Boa Esperança e Jardim Guanabara; Noroeste: Vila Padre Manoel da Nóbrega, Jardim Paulicéia e Jardim Florence; Norte: Parque Santa Bárbara; Sudoeste: DIC I, Vila União e Jardim Yeda; Sul: Parque Figueira, Jardim Nova Europa e Vila Campos Sales; Suleste: Vila Industrial e São Bernardo.
Nas duas primeiras semanas epidemiológicas deste ano, o estado de São Paulo já somou 18.100 casos prováveis da doença, com 4.340 confirmados e o restante sob investigação. Há também 30 óbitos que estão em análise.

Vinte e uma cidades do estado decretaram situação de emergência por causa do aumento do número de casos de dengue – nenhuma delas da RMC.
Até o momento, os municípios que já decretaram emergência para dengue no estado de São Paulo foram Dirce Reis, Espirito Santo Do Pinhal, Estrela D’Oeste, Glicério, Guarani D’Oeste, Igaratá, Indiaporã, Jacareí, Marinópolis, Mira Estrela, Ouroeste, Paraibuna, Populina, Potirendaba, Ribeira, Rubineia, São Francisco, São José do Rio Preto, São José Dos Campos, Tambaú e Tanabi, informou a Secretaria de Estado de Saúde.
Perfil dos novos óbitos
- Sexo feminino, 79 anos, com comorbidades. Atendida na rede pública e moradora da área de abrangência do CS Integração. Ela teve início dos sintomas em 10 de abril e o óbito ocorreu no dia 26 do mesmo mês em hospital de Indaiatuba.
- Sexo masculino, 65 anos, com comorbidades. Atendido na rede pública e morador da área de abrangência do CS Campina Grande. Ele teve início dos sintomas em 6 de junho e o óbito ocorreu no dia 9 do mesmo mês.
- Sexo feminino, 45 anos, com comorbidades. Atendida na rede pública e moradora da área de abrangência do CS Oziel. Ela teve início dos sintomas em 6 de abril e o óbito ocorreu no dia 14 do mesmo mês.
- Sexo feminino, 69 anos, com comorbidades. Atendida na rede pública e moradora da área de abrangência do CS São Bernardo. Ela teve início dos sintomas em 22 de abril e o óbito ocorreu em 17 de julho.
- Sexo masculino, 84 anos, com comorbidades. Atendido na rede privada e morador da área de abrangência do CS Centro. Ele teve início dos sintomas em 19 de maio e o óbito ocorreu em 16 de junho.
- Sexo feminino, 83 anos, sem comorbidade. Atendida na rede privada e moradora da área de abrangência do CS Conceição. Ela teve início dos sintomas em 25 de maio e o óbito ocorreu em 13 de julho.












