Em mais uma investida do presidente Donald Trump contra as universidades de excelência dos EUA, um anúncio pegou o mundo de surpresa nesta quinta-feira (22). Trump determinou que estudantes estrangeiros deixem uma das mais prestigiadas instituições acadêmicas do país, a Harvard.
Uma onda de revolta se seguiu à decisão de Trump.
27% dos alunos de Harvard são estrangeiros. A maioria destes egressos de outros países são chineses, mas há canadenses, coreanos, indianos e brasileiros. Esse contigente de estudantes do Brasil é estimado em 160.
A decisão de Trump obriga que os alunos estrangeiros procurem outras unidades de ensino para estudar. Eles estão em recesso agora e só voltariam por volta do mês de setembro.
Trump usa o argumento de que haveria infiltrados e células de terrorismo e anti-semitismo entre eles.
A direção de Harvard repudia e diz que tem feito um trabalho de apuração interna para impedir eventuais ações que possam ser interpretadas como núcleos políticos de apoio a causas palestinas e contrárias a Israel, por exemplo. A expectativa dos estudantes e suas famílias é que a Justiça americana reverta a decisão de Trump.
Universidade privada localizada em Cambridge, Massachusetts, Harvard é a mais conhecida instituição acadêmica americana. Nesta sexta-feira, a universidade divulgou em comunicado que vai processar o governo Trump por conta da medida.
Nota de Repúdio
Ex-aluno de Harvard, o secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha, criticou duramente a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de proibir a presença de estudantes estrangeiros em Harvard a partir de 2025.
A medida, segundo ele, representa um grave ataque à educação.
Ferreirinha ingressou em Harvard em 2013 com bolsa integral por necessidade financeira. Para ele, a decisão não atinge apenas uma instituição, mas milhares de jovens ao redor do mundo que veem na educação uma oportunidade real de transformação.
“A educação não tem fronteiras. Não pode ser usada como arma política. E não pode jamais punir aqueles que lutam por um futuro melhor. Essa medida, baseada em uma acusação absurda contra a universidade, é um ataque direto à educação, à diversidade e à liberdade acadêmica. Essa decisão não atinge apenas uma universidade — ela fecha portas para milhares de jovens sonhadores ao redor do mundo. Jovens que, como eu um dia, acreditam que estudar pode mudar uma vida”, afirma Renan Ferreirinha, secretário municipal de Educação.







