A história reservou um capítulo para Campinas que muita gente desconhece. Trata-se da sangrenta batalha da Venda Grande, ocorrida no século 19, com mortos e feridos. A região fica na área do Campo dos Amarais.
O Combate da Venda Grande foi uma batalha importante da Revolução Liberal de 1842. Foi um confronto entre forças rebeldes liberais e as tropas imperiais do governo conservador da ocasião.
Para celebrar a data e a bravura dos campineiros de outrora, o Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA), com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, promove uma cerimônia especial neste sábado, 7 de junho, data exata do confronto.
“Temos o prazer de convidá-los para homenagear os bravos combatentes campineiros que tombaram neste episódio histórico, que se deu em 1842”, convida o CCLA, oficialmente. O evento acontece às 10h, com o orador oficial, o professor Sidney Lisboa Rocha, que também é produtor e apresentador de histórias de Campinas.
No local do confronto há um momento. Ele fica fica na Avenida Dário Freire Meirelles, altura do número 22, bairro Jardim dos Amarais, Campinas.

Entenda o contexto histórico
Apontam os livros de memória e os blogs de história, que “na antiga estrada de Limeira havia um sobrado conhecido como “Engenho da Lagoa” ou “Sítio do Teodoro”, inicialmente centro de fabricação do açúcar e depois entreposto comercial de mantimentos e que acabaria sendo chamado de “Venda Grande” pela sua grandiosidade.
“Naquele local deu-se o combate a 7 de junho de 1842, quando as forças liberais campineiras, com apenas 400 combatentes, mal preparados, mal vestidos, mal calçados e dispersos, servindo-se de armas obsoletas como espingardas de pederneiras, chefiadas por Antonio Manoel Teixeira e o major Galvão, foram derrotadas pelas forças imperiais, melhor preparadas com armas de longo alcance como as reiúnas, tendo no comando o coronel José Vicente do Amorim Bezerra, substituindo Caxias que não veio a Campinas”.
O combate foi sangrento, deixando um saldo de 19 mortos, 15 prisioneiros e muitos feridos.
As forças rebeldes liberais, compostas principalmente por moradores de Campinas e outras cidades, enfrentaram as tropas imperiais do governo conservador, sem recursos e preparo.









