A Ponte Preta enfrenta o Maringá FC pela primeira vez em sua história neste sábado (28). O time paranaense disputa a Série C pela primeira vez desde sua fundação, em 2010, e garantiu o acesso após chegar às semifinais da Série D do ano passado, quando foi eliminado pelo Anápolis. Criado como Grêmio Metropolitano Maringá, o clube vem acumulando conquistas recentes, como dois vice-campeonatos paranaenses consecutivos, em 2024 e 2025. Neste ano, inclusive, derrotou Athletico Paranaense e Coritiba — os dois clubes mais vitoriosos do estado — antes de perder a final para o Operário de Ponta Grossa.
Atualmente, o Maringá ocupa a 7ª colocação da Série C e é um rival direto da Macaca na briga por uma vaga na próxima fase do campeonato. Apenas quatro pontos separam as duas equipes. Além disso, o time paranaense conta com o artilheiro da competição, o atacante Edison Negueba, que já marcou quatro vezes.
Apesar disso, o clube paranaense não vive um bom momento: são três derrotas e três empates nos últimos seis jogos, incluindo uma goleada por 4 a 0 sofrida para o Atlético Mineiro, pela Copa do Brasil. A última vitória aconteceu na quarta rodada da Série C, contra o Confiança, ainda no início de maio. Vale destacar que, mesmo assim, o Maringá segue invicto em casa na Série C, no Estádio Willie Davids.
Lei do ex
Pelo lado da Ponte, a famosa “lei do ex” pode ser aliada. O centroavante Gustavo Vintecinco, o meia Serginho e o atacante Bruno Lopes já defenderam o Maringá. Vintecinco passou pelo clube em 2021, por empréstimo. Serginho foi o que mais atuou: disputou 52 partidas, com 12 gols e 10 assistências — ele chegou ao clube em 2022, mas também foi emprestado para Portuguesa e Santos durante o período. Já Bruno Lopes tem 33 jogos e 5 gols pelo Maringá.
O técnico Jorge Castilho, atualmente o segundo treinador mais longevo entre os clubes das divisões nacionais no Brasil — atrás apenas de Abel Ferreira, do Palmeiras — comentou sobre os ex-jogadores do Maringá que hoje estão na Ponte e também projetou a partida de sábado, durante entrevista coletiva.
“É uma equipe muito qualificada, com jogadores que jogam em alto nível. O Gustavo Vintecinco é um jogador que a gente conhece muito bem, o Bruno e o Sérgio também. É uma equipe que nós precisamos ficar atentos, está sendo muito bem estudada. A gente sabe que, se não entrarmos ligados, a Ponte vai querer se impor na nossa casa. Nós temos que fazer esse fator casa prevalecer. Temos que respeitar o adversário, sim, mas jogando, entregando e correndo para que possamos sair com um resultado positivo”, disse o treinador.
Retornos e cenários na tabela
A Ponte vai em busca de um resultado positivo fora de casa, onde tem um bom desempenho: são três vitórias e um empate, com 83,3% de aproveitamento. A equipe também quer reagir após vencer apenas uma vez nos últimos quatro jogos, e ter perdido a liderança da competição ao empatar com o ABC em casa. A vitória é fundamental para manter a Macaca firme na briga pela primeira colocação e encaminhar a classificação à fase de mata-mata.
Além disso, o técnico Alberto Valentim contará com o retorno de três jogadores que cumpriram suspensão contra o ABC: o volante Dudu, o lateral-esquerdo Artur e o zagueiro Wanderson.
Em caso de derrota ou empate, a Ponte, que soma 17 pontos, pode ser ultrapassada por até quatro equipes: Ypiranga (16), Londrina (16), CSA (16) e Brusque (15). Se todos vencerem e a Macaca perder, o time pode cair para a sexta colocação. Por outro lado, uma vitória sobre o Maringá, combinada com empate ou derrota do Caxias contra o Ituano no domingo (29), pode devolver à Ponte a liderança da primeira fase da Série C.











