A Secretaria de Saúde de Campinas confirmou na tarde desta quinta-feira (21) mais dois óbitos por febre maculosa e cinco provocados pela dengue em 2025. Com os novos registros, o município totaliza desde janeiro quatro casos de febre maculosa, todos eles com evolução para morte. Três são de residentes em Campinas e dois tiveram o local provável de infecção em outros municípios do estado de São Paulo.
Já o total de óbitos por dengue neste ano chega a 26. O número de casos está em 42.704 (veja mais informações abaixo).
As vítimas de febre amarela são um homem e uma mulher. O homem tinha 68 anos, era morador de Curitiba (PR), e estava temporariamente em Campinas a trabalho e residindo na área de abrangência do Centro de Saúde (CS) Carvalho de Moura. Ele apresentou os primeiros sintomas da doença em 14 de junho e a morte ocorreu em 2 de julho. Foi atendido em unidade pública de Campinas e o local provável de infecção foi uma área de pesca na região Sul do município.
A mulher, de 48 anos, era residente na área de abrangência do CS Aurélia. Conforme a Secretaria, ela apresentou início dos sintomas em 5 de julho e o óbito foi em 13 de julho. A vítima foi atendida e internada em hospital privado de Campinas. O local provável de infecção foi uma lagoa em outro município paulista, onde a paciente foi a cavalo.
A febre maculosa é uma doença grave, com alta letalidade, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii. A infecção se dá pela picada do carrapato-estrela infectado com esta bactéria.
Na fase jovem, quando o carrapato é conhecido como “micuim” (larvas) e “vermelhinho” (ninfas), ele pode parasitar qualquer animal, inclusive o ser humano, que frequenta áreas com vegetação, especialmente onde há cavalos, capivaras e outros animais silvestres.
Em todo o ano passado, Campinas registrou oito casos de febre maculosa, todos com transmissão na cidade, e um óbito. Em 2025, desde janeiro, são quatro casos (dois com transmissão em Campinas e dois fora) e quatro óbitos.
A Saúde de Campinas afirmou estar reforçando as ações de prevenção à doença desde junho em virtude do período de sazonalidade que se estende desde aquele mês até o fim do ano. Após os novos casos, a Saúde reforçou o alerta aos médicos das redes pública e particular com objetivo de sensibilizar quanto à suspeita precoce e tratamento oportuno da doença.
A Prefeitura iniciou em setembro de 2024 um trabalho de manejo para controle reprodutivo das capivaras que vivem livremente nos parques públicos de Campinas. A iniciativa já esterilizou quase 200 animais que vivem na Lagoa do Taquaral e no Lago do Café. Serão contemplados ainda os seguintes locais: Parque das Águas, Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, Parque Hermógenes de Freitas Leitão, Parque Linear Capivari e Parque Linear Ribeirão das Pedras.
A Prefeitura mantém uma página na internet que reúne uma série de informações sobre a febre maculosa, incluindo explicações sobre a doença, perguntas e respostas, além de um manual para prevenção em locais com presença de carrapatos. Elas estão disponíveis no link: https://campinas.sp.gov.br/sites/febremaculosa/inicio. Há ainda a Lei Municipal 16.418/2023, que dispõe sobre a obrigatoriedade de os estabelecimentos, produtores, promotores e organizadores de eventos realizados em locais sujeitos à presença do carrapato-estrela informar sobre o risco de febre maculosa.
Mortes por Dengue – Veja o perfil das vítimas:
Sexo feminino, 84 anos, com comorbidades. Atendida na rede pública e moradora da área de abrangência do centro de saúde (CS) Costa e Silva. Ela teve início dos sintomas em 30 de maio e o óbito ocorreu em 12 de junho.
Sexo masculino, 63 anos, com comorbidades. Atendido pela rede pública e morador da área do CS Taquaral. Ele teve início dos sintomas em 24 de março e a morte foi em 2 de abril.
Sexo feminino, 71 anos, com comorbidade. Atendida pela rede particular e moradora da área do CS Barão Geraldo. Ela teve início dos sintomas em 4 de maio e o óbito ocorreu em 17 de maio.
Sexo masculino, 13 anos, com comorbidades. Atendido pela rede pública e morador da área do CS União de Bairros. Ele teve início dos sintomas em 11 de maio e a morte foi em 15 de maio.
Sexo feminino, 71 anos, com comorbidades. Atendida pela rede pública e moradora da área do CS Boa Vista. Ela teve início dos sintomas em 19 de abril e o óbito ocorreu em 7 de maio.
“Com ações diárias contra as arboviroses, a Saúde de Campinas reitera o alerta com objetivo de sensibilizar a população para tentar reduzir casos e óbitos: a melhor forma de prevenção contra a dengue é eliminar qualquer acúmulo de água que possa servir de criadouro para o mosquito, principalmente em latas, pneus, pratos de plantas, lajes e calhas. É importante, ainda, vedar a caixa d’água e manter fechados vasos sanitários inutilizados”, destaca a Pasta.
Orientações e mais informações sobre dengue podem ser encontradas em https://dengue.campinas.sp.gov.br.







