A Ponte Preta volta a campo na próxima segunda-feira (25), contra o CSA, em Maceió, ainda com um objetivo: permanecer entre os quatro primeiros colocados da Série C. Com 30 pontos e ocupando a terceira posição, a Macaca busca garantir a vantagem de decidir em casa o último jogo da segunda fase, no Moisés Lucarelli — duelo que pode ser decisivo pelo acesso à Série B. A posição, no entanto, ainda corre risco, já que Londrina e São Bernardo, ambos com 29 pontos, seguem logo atrás.
A manutenção da posição da Ponte no G-4 terá que ser feita em meio à turbulência.
Emerson Santos, titular da equipe, não joga mais pela Macaca e deve seguir para a Série B. Além disso, a Ponte não cumpriu o último prazo estipulado para o pagamento dos salários referentes a junho para os jogadores. O pagamento deveria ter sido feito até quinta-feira (21), mas não ocorreu. Um novo prazo foi dado para esta sexta-feira (22), a fim de que os atletas viagem a Maceió com os vencimentos em dia.
A importância do G-4
O formato atual da Série C, em vigor desde 2022, prevê que os oito melhores da primeira fase avançam para os quadrangulares. Nessa etapa, os classificados são divididos em dois grupos: um com 1º, 4º, 5º e 8º, e outro com 2º, 3º, 6º e 7º. Os dois melhores de cada chave conquistam o acesso à Série B, e os líderes disputam a final. A principal vantagem de terminar no G-4 é disputar duas das três últimas rodadas do quadrangular — incluindo o último jogo — em casa, fator que pode ser decisivo.
Além do CSA, 11º colocado com 22 pontos e ainda sonhando com o G-8, a Ponte terá pela frente o Londrina, adversário direto na luta pelas primeiras posições. Essas rodadas finais também servirão para que o técnico Marcelo Fernandes observe mais o elenco e dê espaço a atletas com menos oportunidades.
Rodrigo Souza, que foi titular pela primeira vez na vitória sobre o Itabaiana, destacou a importância de manter o ritmo: “Eles estão brigando pela classificação, então vão vir com tudo. A gente sabe que já estamos classificados, mas continuar vencendo é importante. Estar entre os quatro primeiros te dá a vantagem de decidir em casa. A Ponte sempre entra para lutar pela vitória. É importante manter esse ambiente bom, porque vestiário bom é vestiário de vitória.”
Saídas em meio à turbulência
O momento dentro de campo se mistura à instabilidade fora dele. Nesta quinta-feira (21), a Ponte anunciou a saída de três jogadores: o zagueiro Emerson Santos, que rescindiu contrato após receber proposta da Série B, além do volante Jhonny Lucas e do atacante Gustavo Vintecinco, liberados após reunião com a comissão técnica.
As baixas se somam às saídas recentes de Jean Dias, Maguinho e do técnico Alberto Valentim.
Além disso, a situação financeira segue como pano de fundo da turbulência. Os salários de junho, que deveriam ter sido pagos até o fim de julho ao elenco de acordo com a política do clube, ainda não foram quitados. Para a comissão técnica, os vencimentos desde maio permanecem em aberto. Embora a diretoria tivesse prometido regularizar a situação até quinta-feira (21), o pagamento não foi realizado. O novo prazo estabelecido é esta sexta-feira (22).
A Ponte volta a campo contra o CSA na próxima segunda-feira (25), às 19h30, no Estádio Rei Pelé, em Maceió, mirando a manutenção no G-4 e a vantagem para os quadrangulares.











