A Secretaria Municipal de Saúde de Limeira divulgou nota na tarde desta segunda-feira (29) esclarecendo que o caso do paciente da cidade internado com suspeita de intoxicação por metanol havia sido, inicialmente, descartado com base em um primeiro exame.
Contudo, após a chegada de novos resultados, o Departamento de Vigilância em Saúde confirmou o diagnóstico positivo para intoxicação por metanol.
Segundo apuração da Vigilância Sanitária, o paciente comprou um whisky na capital paulista em 16 de setembro deste ano e, no mesmo dia, participou de um churrasco com amigos.
No dia seguinte 17 de setembro, ele e a esposa passaram mal e procuraram atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento.
Em 18 de setembro, ela melhorou e o quadro de saúde do homem se agravou, levando-o a retornar ao hospital. Ele foi atendido na Santa Casa, onde precisou ser intubado e permaneceu internado na UTI. Nesta segunda-feira (29), recebeu alta da UTI, foi transferido para a enfermaria e não corre mais risco de morte. O Departamento de Vigilância em Saúde segue acompanhando o caso.

Entenda os casos
O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) de Campinas registrou nove casos de intoxicação por metanol em 25 dias no estado de São Paulo. Uma pessoa morreu e oito estão internadas. O número é considerado alarmante pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em nota, a secretaria informou que os casos ocorreram a partir da ingestão de bebida alcóolica adulterada.
Os casos foram notificados nas cidades de São Paulo, Limeira (adquiriu produto na Capital) e Bragança Paulista e encaminhados à secretaria por serem considerados “fora do padrão para o curto período de tempo e também por desviar dos casos até hoje notificados de intoxicação por metanol”. A vítima fatal, um homem de 50 anos, morava na capital paulista.







