Você sabia que o câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres? Essa é uma realidade tanto no Brasil quanto no mundo. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 73 mil mulheres recebem o diagnóstico todos os anos em nosso país, o que equivale a uma taxa de 42 casos para cada 100 mil mulheres.
As diferenças regionais chamam atenção: enquanto o Sudeste apresenta os índices mais elevados, a Região Norte tem as menores taxas. Não há uma explicação única, mas fatores como estilo de vida e subnotificação em áreas menos desenvolvidas ajudam a compreender esse cenário.
Embora o câncer de mama possa se manifestar em qualquer fase da vida, sua incidência aumenta consideravelmente após os 50 anos. Outros fatores também elevam o risco, como histórico familiar, obesidade, uso prolongado de hormônios, tabagismo e consumo de álcool.
Como em todo tipo de câncer, o diagnóstico precoce é o principal aliado da cura. Ele pode ser feito por meio do exame físico das mamas, ultrassonografia, mamografia e, quando necessário, biópsia. O essencial é manter consultas periódicas com o ginecologista, pelo menos uma vez ao ano, mesmo na ausência de sintomas. Esse acompanhamento regular permite identificar alterações sutis e agir rapidamente.
Além disso, a mulher pode e deve ser protagonista do seu cuidado. Observar e apalpar as próprias mamas é uma atitude simples, mas poderosa. Atenção a sinais como nódulos (mesmo sem dor), mudanças na forma ou no tamanho das mamas ou dos mamilos, e secreções anormais, especialmente com sangue. Diante de qualquer suspeita, procure um serviço de saúde o quanto antes.
Hoje, os tratamentos incluem cirurgia, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia e têm se tornado cada vez mais eficazes. A maioria dos casos de câncer de mama pode ser curada quando detectada em estágio inicial. E o melhor: o SUS oferece mamografia gratuita para todas as mulheres a partir dos 40 anos de idade, uma ferramenta fundamental para o diagnóstico precoce.
Vale lembrar ainda que, embora raro, os homens também podem desenvolver câncer de mama. Eles representam cerca de 1% dos casos, mas isso reforça a mensagem essencial de que o cuidado com a saúde é um dever e um direito de todos.
Em resumo, a informação salva vidas. Cuidar de si mesma, e de quem você ama, é um ato de amor e de responsabilidade. Porque quando falamos de câncer de mama, tempo é cura.
Antônio Madeira é médico do Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês







