A Prefeitura de Jaguariúna anunciou a construção de um novo prédio público no Centro da cidade, no mesmo terreno que abrigava o antigo Paço Municipal — demolido no fim do ano passado após mais de seis décadas de funcionamento. O espaço, que será denominado Centro de Atendimento Unificado, terá dois andares e vai reunir em um só local os principais serviços de atendimento à população.
O anúncio foi feito na noite desta segunda-feira (10) pelo prefeito Davi Neto (PP), que afirmou que o novo prédio ocupará uma área de 2.200 m², com previsão de conclusão em até 15 meses. O investimento, orçado em R$ 4,6 milhões, será executado pela construtora BRZ Empreendimentos, como contrapartida prevista na Lei Municipal de Uso e Ocupação do Solo, mediante a execução de um empreendimento imobiliário no município.
Segundo a Prefeitura, o térreo concentrará os setores de atendimento direto ao público, enquanto o primeiro pavimento abrigará a Casa do Servidor, reunindo os departamentos de Recursos Humanos, Segurança e Medicina do Trabalho (DEESMIT) e o JaguarPrev.
“Esse novo prédio vai facilitar o acesso da população aos serviços públicos, valorizar a região central e oferecer mais conforto e eficiência no atendimento. É um investimento que reforça nosso compromisso com uma Jaguariúna mais organizada, moderna e acolhedora”, afirmou o prefeito Davi Neto.
Demolição marcou o fim de um ciclo histórico
O terreno onde será construído o novo Centro de Atendimento abrigou por mais de 60 anos o antigo Paço Municipal, símbolo da formação administrativa de Jaguariúna. A demolição do prédio, em novembro do ano passado, gerou comoção entre moradores, historiadores e integrantes do Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico (Conphaaj), que chegou a solicitar a preservação da fachada original da década de 1960.

Apesar das reações contrárias, a antiga gestão, chefiada pelo então prefeito Gustavo Reis (MDB), sustentou que a decisão de demolir o prédio estava amparada por laudos do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, que apontaram risco estrutural e condições insalubres. O imóvel, segundo a Prefeitura, apresentava infiltrações, comprometimento na estrutura e não atendia às normas de acessibilidade.
A antiga proposta previa uma nova estrutura de sete andares, mas a atual gestão optou por um modelo mais horizontal, com dois pavimentos, voltado à integração dos serviços e à valorização do centro histórico da cidade.







