Uma sessão barulhenta, mas com uma provável costura silenciosa entre os vereadores, adiou para esta quarta-feira (19) a decisão de instaurar – ou não – uma Comissão Processante contra o vereador Otto Alejandro (PL) para apurar quebra de decoro. Com o quórum reduzido — apenas 15 parlamentares presentes, dois a menos que o mínimo necessário — a sessão desta segunda-feira (17) terminou sem deliberação e sem análise dos projetos previstos.
Um dos momentos mais tensos foi quando a vereadora Débora Palermo (PL) fez um discurso direto e crítico a Otto. Sua voz como mulher expôs sua insatisfação pública de estar na mesma legenda do colega, classificada por ela como “agressor“. Otto é acusado de agressão a sua namorada, Ele nega.
O Hora Campinas procurou alguns vereadores para saber por que se ausentaram ou estavam presentes, mas até agora não houve retorno.
No vídeo abaixo, é possível ver que o presidente da sessão ordinária, Permínio Monteiro (PSB), que conduzia a Ordem do Dia, informou que não havia número suficiente no plenário, declarando a sessão encerrada.
Ao fundo, há risos, apupos e gritos como “Violência contra a mulher não é o mundo que a gente quer”. E um comentário: “Que estratégia, hein presidente?”.
CONFIRA OS AUSENTES E OS PRESENTES À SESSÃO DO DIA 17 NO MOMENTO EM QUE O TEMA ESTAVA EM PAUTA:
Os 15 presentes em Plenário:
♦ Arnaldo Salvetti (MDB)
♦ Benê Lima (PL)
♦ Dr. Yanko (PP)
♦ Edison Ribeiro (União)
♦ Eduardo Magoga (Pode)
♦ Filipe Marchesi (PSB)
♦ Guilherme Teixeira (PL)
♦ Hebert Ganem (Pode)
♦ Luís Yabiku (Republicanos)
♦ Mineiro do Espetinho (Pode)
♦ Nick Schnneider (PL)
♦ Otto Alejandro (PL)
♦ Paulo Haddad (PSD)
♦ Roberto Alves (Republicanos)
♦ Rodrigo Farmadic (União)
Os 18 vereadores e vereadoras que estavam ausentem foram:
♦ Ailton da Farmácia (PSB)
♦ Carlinhos Camelô (PSB)
♦ Carmo Luis (Republicanos)
♦ Débora Palermo (PL)
♦ Fernanda Souto (Psol)
♦ Guida Calixto (PT)
♦ Gustavo Petta (PCdoB)
♦ Higor Diego (Republicanos)
♦ Luiz Carlos Rossini (Republicanos)
♦ Marcelo Silva (PP)
♦ Mariana Conti (PSOL)
♦ Marrom Cunha (MDB)
♦ Nelson Hossri (PSD)
♦ Paolla Miguel (PT)
♦ Rubens Gás (PSB)
♦ Vini Oliveira (Cidadania)
♦ Wagner Romão (PT)
♦ Permínio Monteiro (PSB) – presidente da sessão ordinária
O pedido da CP foi protocolado na última sexta-feira (14) pelo denunciante Adriano Vieira Novo. Ele relata que o vereador foi acusado pela namorada em 10 de novembro pelos crimes de violência doméstica, ameaça, injúria e dano, conforme boletim registrado na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Campinas.
De acordo com o registro policial, o episódio teria ocorrido em 7 de novembro, em um apartamento na Rua José de Alencar, no Centro. A vítima afirma manter relacionamento com o parlamentar há cerca de um ano e meio e relatou agressões e ameaças, supostamente motivadas pelo consumo de álcool. Ela também denunciou danos ao imóvel e afirmou que o vereador levou a televisão da residência.
O autor do pedido ainda menciona um segundo episódio, de 13 de julho, no qual o vereador teria danificado o vidro traseiro de um ônibus de viagem. Adriano Vieira Novo é identificado nas redes sociais como agente de viagens e teria disputado cargo de vereador em Indaiatuba.
Otto Alejandro nega todas as acusações e afirma ser alvo de “perseguição política”.











