O aposentado Edinei Piaia sempre teve o Mercado Municipal de Campinas como primeira opção na hora de comprar carnes para a semana, temperos e frutas. Porém, há dois meses, o tempo que ele passa no prédio histórico, que foi totalmente reformado, ficou maior. Isso porque ele e a esposa, a também aposentada, Marisa Piaia, aproveitam os bares instalados no Mezanino do Mercadão para relaxar.
“Antigamente a gente comprava as coisas e ia embora. Agora, não. Dá para tomar um choppinho, comer um lanche, jogar conversa fora aqui nessa área que ficou muito bonita. Acho que todo mundo sai ganhando.”
A pouco mais de uma semana para o Natal, dona Marisa conta que prefere os produtos frescos vendidos no Mercadão na hora de preparar a ceia. “Frutas e castanhas são meus itens preferidos para comprar aqui. Eu sempre compro. Na semana que vem vou voltar para comprar panetones e uma leitoa.”
A aposentada Sirley Camelini visitou o Mercadão pela primeira vez após a reforma e se encantou. Para ela, Campinas precisava de um mezanino vivo e com opções gastronômicas assim como existe nas grandes cidades.
“Os bares vieram a somar ao comércio forte do Mercado Municipal. Eu já tinha o hábito de vir passear aqui e fazer compras e agora posso ficar mais um pouco.”
Compras de última hora
A expectativa dos comerciantes é que o movimento aumente nos próximos dias já que muitas pessoas preferem comprar alguns itens na véspera da data comemorativa, por se tratar de produtos perecíveis.

A permissionária Maria Ishikawa trabalha com frutas há 20 anos no Mercadão e conta que muitos fregueses preferem comprar os itens mais frescos. As frutas com maior procura são: lichia, morango, manga, ameixa, pêssego, uvas e abacaxi. Sobre os preços, ela pontuou que houve alta generalizada.
“Esse ano a gente sentiu uma alta considerável em relação ao ano passado. O ideal seria os clientes comprarem com antecedência apesar das preferências.”
Administradora de um dos açougues do Mercadão, Gracieli Mancini, acompanha a linha dos permissionários que esperam que o movimento se intensifique na semana do dia 22 de dezembro, principalmente para quem pretende ter carne assada na ceia de Natal ou no Réveillon. Ela destaca que a negociação com os fornecedores ainda é a melhor forma de garantir preços mais atrativos.
“Neste ano nós vamos conseguir negociar o quilo do pernil suíno a R$ 15,99. No ano passado, ele estava a R$ 19,99. Ou seja, os consumidores vão notar no bolso a diferença.”
Para ela, o fato de o Mercadão ter novidades esse ano deve impulsionar a movimentação. “É costume do brasileiro deixar para a última hora, mas como ainda tem muita gente curiosa para ver o resultado da reforma e conhecer os bares nós acreditamos que o fluxo deva crescer bastante até o fim do ano.”







