A Secretaria Municipal de Saúde de Jaguariúna informou nesta terça feira (6) que a jovem de 17 anos atingida por um disparo de arma de fogo na noite de sábado (3) segue internada na enfermaria do Hospital Municipal Walter Ferrari, em estado estável. A paciente permanece sob observação médica.
Relatos de pessoas próximas dizem que a jovem está consciente, mas sente dores. A bala permanece alojada em seu corpo e os médicos avaliam a necessidade ou não da retirada do projétil.
A bala atingiu região da costela, pulmão e escápula, sem comprometer órgãos vitais da jovem.
O caso ocorreu na noite de sábado (3), quando a jovem retornava de um churrasco com o namorado e os pais dele. Ela estava sentada no banco do passageiro dianteiro do veículo, enquanto o namorado dirigia. No banco traseiro estavam o sogro e a sogra da vítima.
Ainda conforme os relatos, em determinado momento o sogro teria dito que iria “testar a arma”, quando acabou efetuando o disparo – que foi considerado acidental.
O fato aconteceu na Rua Maranhão, em Guedes. A esposa e o filho do autor relataram à Polícia Civil que, pouco antes do disparo, o homem teria afirmado que a arma estaria “travada”. Após o tiro, os ocupantes do veículo seguiram diretamente ao hospital em busca de socorro.
Após dar entrada na unidade de saúde, o autor do disparo deixou o local levando o veículo e a arma de fogo. Em sua casa, a GCM apreendeu munições, carregadores e a maleta de uma arma da marca Taurus, calibre .40, de uso restrito. A arma utilizada no disparo não foi localizada.
Segundo a Polícia Civil, o autor do disparo é registrado como CAC (Colecionador, Atirador e Caçador) e, neste caso, não poderia estar portando a arma carregada.
Ainda de acordo com a polícia, o homem deve se apresentar nos próximos dias e será indiciado pelos crimes de lesão corporal culposa e porte ilegal de arma de fogo.
Conforme apurado pelo Hora Campinas, o advogado do investigado entrou em contato com a delegacia informando que ele irá se apresentar, o que deve ocorrer esta semana. A vítima e seus responsáveis foram orientados quanto aos prazos legais para eventual representação criminal, conforme prevê a legislação vigente.







