Após a terceira derrota consecutiva da Ponte Preta no Campeonato Paulista, o técnico Marcelo Fernandes voltou a manifestar sua insatisfação com o cenário vivido pelo clube.
O treinador assumiu a responsabilidade pela derrota por 2 a 0 para o Capivariano no último sábado (17). Além disso, revelou que pediu aos jogadores que aguardem até terça-feira (20) como prazo final para a resolução do transfer ban antes de deixarem o clube.
Paralelamente, a crise ganhou novos capítulos com a mobilização da torcida. Grupos de torcedores e torcidas organizadas anunciaram protestos ao longo da semana. O primeiro está marcado para esta segunda-feira (19), organizado pela torcida geral, e o segundo para quarta-feira (21), pelas organizadas, antes do confronto contra o São Bernardo, no Estádio Moisés Lucarelli.
Técnico define prazo
Marcelo afirmou que pediu até a terça-feira, véspera da próxima partida, como limite para a liberação dos reforços. Segundo ele, o assunto foi tratado diretamente com o elenco.
“Os jogadores que estão treinando e não podem jogar, muitos queriam ir embora. Eu pedi para que ficassem até terça-feira para tentarmos acabar com o transfer ban. Se na quarta-feira não tivermos os reforços, para mim também vai ser muito complicado. Estou frustrado demais. A Ponte Preta merece muito mais”, declarou o técnico.
As divergências com a diretoria seguem se intensificando. Na semana passada, o vice-presidente e diretor de futebol Marco Antonio Eberlin comentou, em entrevista à Rádio Bandeirantes, o forte desabafo do capitão Elvis após a derrota para o Velo Clube, afirmando que “fica na Ponte quem quer”. A declaração foi contestada por Marcelo Fernandes, que ressaltou que a permanência no clube não depende apenas de vontade.
“Não depende só da nossa atitude. Estamos fazendo de tudo, mas isso não é suficiente. Perdemos recentemente um analista de desempenho para um time da quarta divisão. Todos querem jogar na Ponte Preta, mas ninguém quer conviver com seis, sete meses de salários atrasados. Eles querem jogar na Ponte Preta como ela sempre foi, com as coisas em ordem”, afirmou.
A Ponte Preta ainda não pontuou no Paulistão. Lanterna da competição, com três derrotas em três jogos, a Macaca vive um cenário delicado, agravado pelo novo formato do campeonato, que prevê menos partidas na fase de grupos. Restam apenas cinco jogos para evitar um novo rebaixamento à Série A2. Após a derrota em Capivari, Marcelo Fernandes pediu desculpas à torcida, que compareceu em grande número para apoiar a equipe. “A maior desculpa que eu quero pedir é à torcida da Ponte Preta. Eu sou o comandante e não estou sendo suficiente neste momento”, disse.
Protestos
As manifestações estão marcadas para acontecer em frente ao Estádio Moisés Lucarelli. O principal alvo das mobilizações é a diretoria executiva, liderada pelo presidente Luiz Torrano e pelo vice-presidente Marco Antonio Eberlin.
O primeiro protesto ocorre nesta segunda-feira (19), às 19h, com o objetivo de pressionar pela renúncia da atual gestão.
O segundo está marcado para quarta-feira (21), também às 19h, antes do jogo contra o São Bernardo, pela quarta rodada do Paulistão.
Torcidas organizadas divulgaram comunicados criticando a condução do clube neste domingo (18). A Torcida Jovem e a Torcida Serponte apontaram “mais erros do que acertos, rebaixamentos, falta de transparência, prepotência, egoísmo e falta de planejamento”.
Leia a nota completa:
“Uma gestão com mais erros do que acertos, rebaixamentos, falta de transparência, prepotência, egoísmo e falta de planejamento. A gota d’água foi a falta de respeito, com declarações absurdas direcionadas a jogadores do elenco, que representaram, mesmo com meses de salários atrasados, o nosso manto e nos deram um título.
Convocamos a nação para um protesto na quarta-feira, às 19h, antes do jogo. Durante o jogo, vamos apoiar o elenco como sempre fizemos! Aproveitamos para reforçar nosso apoio ao elenco e comissão técnica, que merecem todo o nosso respeito. A Ponte Preta é da sua torcida!”









