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RMC vive epidemia de feminicídio com 24 assassinatos em 2025

Crimes ocorreram majoritariamente dentro das residências das vítimas e, em sua maioria, foram cometidos por companheiros ou ex-companheiros

Gustavo Abdel Por Gustavo Abdel
1 de fevereiro de 2026
em Manchete
Tempo de leitura: 5 mins
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RMC vive epidemia de feminicídio com 24 assassinatos em 2025

Protesto de mulheres contra a escalada da violência no Brasil: um crime sem controle - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O estado de São Paulo encerrou 2025 com o maior número de feminicídios desde o início da série histórica, em 2018, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP). Foram 266 mulheres assassinadas em razão do gênero, um aumento de cerca de 8% em relação a 2024, quando 246 casos foram contabilizados. O número é inédito no estado e evidencia o agravamento da violência contra mulheres.

Além do recorde absoluto, São Paulo também registrou, ao longo de 2025, mais de 1.100 tentativas de feminicídio, o que reforça a dimensão do problema e o risco permanente enfrentado por mulheres em contextos de violência doméstica e familiar. Na capital paulista, o cenário acompanhou a tendência estadual, com 60 feminicídios em 2025, frente a 49 no ano anterior.

 

Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), o avanço dos números também chama atenção.

 

Em 2025, a região contabilizou 24 feminicídios, dois a mais do que em 2024, quando foram registrados 22 casos em todo o ano. O 24º ocorreu em Hortolândia, em dezembro, e vitimou uma jovem de 21 anos. O companheiro é apontado como principal suspeito do crime.

Em nota enviada ao Hora Campinas, a Secretaria Estadual da Segurança Pública ressaltou que “o enfrentamento à violência contra a mulher é prioridade do Governo de São Paulo, que estruturou uma política integrada e permanente para prevenção, proteção e resposta rápida às vítimas” (veja abaixo).

 

Padrão dos agressores

Na RMC, os dados revelam um padrão recorrente nos feminicídios: os crimes ocorreram majoritariamente dentro das residências das vítimas e, em sua maioria, foram cometidos por companheiros ou ex-companheiros. Em grande parte dos casos, os autores foram presos logo após os crimes ou tiraram a própria vida, o que faz com que poucos processos avancem até a fase de julgamento.

Em recente artigo publicado pelo Hora Campinas, a promotora de Justiça Celeste Leite dos Santos destaca que o feminicídio é um crime hediondo e que seus efeitos extrapolam o ato violento em si.

Segundo ela, trata-se de uma violência que “devasta famílias inteiras e deixa marcas profundas em crianças e jovens que perdem suas mães”, muitas vezes de forma abrupta e traumática.

A promotora também chama atenção para os impactos sociais duradouros desses crimes, especialmente sobre os órfãos do feminicídio, que enfrentam não apenas o luto, mas a ruptura familiar e a vulnerabilidade social. O tema, assim como a defesa do Estatuto da Vítima e da ampliação das redes de proteção, é aprofundado no artigo da promotora.

 

Diante do avanço dos casos ao longo do ano, o mês de dezembro de 2025 também foi marcado por mobilizações em todo o País.

 

Mulheres de diferentes cidades brasileiras foram às ruas em atos públicos para denunciar o aumento dos feminicídios e protestar contra todas as formas de violência de gênero.

 

Naiara de Souza Lopes, 33, é a primeira vítima de feminicídio registrada em Artur Nogueira em 2026. Foto: Reprodução/Redes sociais

 

Primeiro feminicídio de 2026

 

A região de Campinas registrou na quinta-feira (29) o primeiro feminicídio do ano. Em Artur Nogueira, Naiara de Souza Lopes, de 33 anos, foi morta a facadas, em um crime atribuído ao ex-companheiro, principal suspeito e atualmente procurado pela Polícia Civil.

 

Dados globais

Segundo a ONU Mulheres, no ano passado, em todo o mundo, 50 mil mulheres e meninas foram mortas por parceiros íntimos ou familiares – 137 ocorrências por dia, ou uma a cada 10 minutos.

A maior taxa de feminicídio, de acordo com o órgão das Nações Unidas, ocorreu na África (3 por 100 mil mulheres), seguida pelas Américas (1,5), Oceania (1,4), Ásia (0,7) e Europa (0,5).

 

Dados do Mapa Nacional da Violência de Gênero, mantido pelo Senado, apontam 2.278 feminicídios no Brasil em 2024, ante 1.962 no ano anterior – crescimento superior a 16%.

 

Posicionamento oficial

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo afirma que o enfrentamento à violência contra a mulher é prioridade do governo estadual e detalha ações integradas, investimentos e políticas públicas voltadas à prevenção e à proteção das vítimas. Confira a manifestação na íntegra:

“O enfrentamento à violência contra a mulher é prioridade do Governo de São Paulo, que estruturou uma política integrada e permanente para prevenção, proteção e resposta rápida às vítimas. A atual gestão estabeleceu, de forma pioneira, uma política intersecretarial para garantir a segurança, a saúde e a autonomia financeira das mulheres do Estado.
As ações são realizadas de forma integrada, com orçamento compartilhado entre secretarias como Segurança Pública, Saúde, Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Econômico e a Secretaria de Políticas para Mulher. Algumas ações de destaque dessa política são o Protocolo Não se Cale, App Mulher Segura, Cabine Lilás, Casas da Mulher Paulista, tornozelamento eletrônico de agressores, auxílio-aluguel para mulheres vítimas de violência doméstica, entre outros.
Na Segurança Pública, os investimentos destinados às ações específicas de proteção à mulher cresceram 231,4% de 2023 a 2025, passando de R$ 3,5 milhões para R$ 11,8 milhões em comparação ao período de 2019 a 2021. Os recursos destinados às DDMs foram aperfeiçoados na LOA 2024, passando a englobar também o atendimento de outros públicos vulneráveis, como idosos, crianças e adolescentes. Assim, para 2026, estão inseridos em programas que somam R$ 468,3 milhões, destinados à instalação e melhoria de DDMs, Salas DDM 24h, Cabine Lilás e IML.
Um dos principais avanços está no uso de tecnologia para salvar vidas. São Paulo foi pioneiro no monitoramento eletrônico de agressores, e hoje monitora com tornozeleiras eletrônicas agressores denunciados por violência doméstica, impedindo em tempo real a aproximação das vítimas. O aplicativo SP Mulher Segura, criado em 2024, que conecta mulheres em risco diretamente à polícia, 24 horas por dia. A ferramenta já conta com 45 mil usuárias ativas, 1,5 mil boletins de ocorrência registrados e 6,9 mil acionamentos do botão do pânico, com despacho imediato de viaturas via georreferenciamento.
Em três anos, o Estado ampliou em 54% os espaços especializados de atendimento, somando 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) e 170 Salas DDM 24h, que funcionam dentro de plantões policiais e permitem registro de ocorrência e solicitação de medidas protetivas, em ambiente reservado e humanizado. Mais de 470 policiais civis passaram a atuar exclusivamente no atendimento a mulheres.
Os reflexos desse fortalecimento aparecem nos registros: houve aumento de 21% nas medidas protetivas e de 11% nos boletins de ocorrência nas DDMs em 2025, indicadores que refletem maior confiança das vítimas em denunciar e acessar a rede de proteção.
Além das ações de resposta imediata, o Estado ampliou de forma estruturante a rede de proteção às mulheres, com Casas da Mulher Paulista — 20 unidades já inauguradas e 16 em construção —, o auxílio-aluguel, que já beneficiou cerca de 4 mil mulheres em 582 municípios. Iniciativas de prevenção e conscientização, como o Protocolo Não se Cale, já capacitaram mais de 135 mil profissionais, ampliando a capacidade de identificação, acolhimento e encaminhamento de vítimas em todo o estado.”

 

LEIA TAMBÉM

 

 

Artigo: Feminicídio, a barbárie da ignorância – por padre Di Lascio

 

Artigo: Mulheres, fiquem em casa! – por padre Luiz Roberto Teixeira Di Lascio

 

Tags: CampinasfeminicídioRegião Metropolitana de Campinasviolência contra as mulheres
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