Campinas começa fevereiro sob risco de temporais e transtornos. Boletim da Defesa Civil indica a atuação de um sistema meteorológico nas proximidades do território paulista, que favorecerá a intensificação das instabilidades, criando condições para a ocorrência de pancadas de chuva mais abrangentes em toda a Região Metropolitana de Campinas (RMC).
Segundo o órgão, as chuvas tendem a apresentar caráter mais persistente ao longo do dia, podendo ser acompanhadas por descargas elétricas, rajadas de vento e eventual queda de granizo de forma pontual. A Defesa Civil recomenda atenção redobrada, sobretudo em áreas suscetíveis, tendo em vista a possibilidade de transtornos como alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra e demais ocorrências associadas a eventos hidrometeorológicos intensos.
Foi o que aconteceu neste domingo (1). O maior índice de chuva foi registrado na estação do IAC Taquaral, com 55 milímetros. Por conta do temporal, houve alagamento em algumas ruas e avenidas e queda de árvores. Por conta destas ocorrências, a Emdec precisou promover várias interdições viárias. A Defesa Civil não registrou desabrigados ou feridos. A chuva veio forte também em algumas cidades da RMC, com registro de granizo e ventania.
A Defesa Civil de Campinas registrou 31 ocorrências relacionadas às chuvas, entre 15h de domingo, 1º de fevereiro, e 1h35 da madrugada desta segunda-feira, dia 2. Foram 23 quedas de árvores, quedas de cinco galhos, um alagamento, um destelhamento e um risco de queda de outdoor.
A maior velocidade de vento foi de 40,7 km/h às 15h10, nos Amarais, e a maior rajada de vento foi de 75,9 km/h às 15h05, em Viracopos, de acordo com a Redemet (Rede Meteorológica do Comando da Aeronáutica).
As instabilidades são resultado da ação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).
A ZCAS é um dos principais sistemas meteorológicos causadores de chuvas nas regiões Centro-Oeste e Sudeste entre o fim da Primavera e o Verão. Definida como um corredor de nuvens que corta o Brasil, desde o sul da Região Amazônica até o Oceano Atlântico, passando pela faixa central do País, a ZCAS, eventualmente, também pode se deslocar para cima ou para baixo e atingir, também, os estados da Bahia e do Paraná.
O sistema é resultado do comportamento dos ventos em altos e baixos níveis da atmosfera com a formação de uma frente fria, de um centro de baixa pressão ou de uma área alongada de baixa pressão em superfície.

OCORRÊNCIAS EM CAMPINAS NO DOMINGO
♦ Rua Américo de Campos (Cidade Universitária, região Norte) – queda de árvore
♦ Avenida Lix da Cunha (Bonfim, região Norte) – queda de árvore
♦ Avenida Princesa do Oeste (Jardim Guarani, região Sul) – alagamento de via pública
♦ Rua Doutor José Ferreira de Camargo (Nova Campinas, região Leste) – queda de árvore
♦ Rua Theodoro Langard (Bonfim, região Norte) – queda de árvore
♦ Rua Antônio Lapa (Cambuí, região Leste) – queda de árvore
♦ Rua José Roberto Cristino (Parque Eldorado, região Sul) – queda de árvore
♦ Avenida John Boyd Dunlop (Cidade Satélite Íris I, região Noroeste) – queda de árvore
♦ Rua Arthur Queiroz Guimarães (Vila Progresso, região Sul) – queda de árvore
♦ Rua Alecrins (Cambuí, região Leste) – queda de árvore
♦ Rua das Magnólias (Vila Mimosa, região Sul) – queda de árvore
♦ Avenida John Boyd Dunlop (Jardim Aurélia, região Norte) – queda de árvore
♦ Rua Professora Conceição Ribeiro (Jardim do Lago Continuação, região Sul) – destelhamento
♦ Avenida das Amoreiras (Parque Industrial, região Sul) – queda de árvore
♦ Rua Santo Antônio (Cambuí, região Leste) – queda de árvore
♦ Rua Engenheiro Augusto de Figueiredo (Jardim Bom Sucesso, região Sul) – queda de árvore
Matéria atualizada às 12h desta segunda-feira (2)






