Com a aproximação da Páscoa, que será celebrada no dia 5 de abril, a procura por chocolates aumenta e cresce também o interesse por produtos veganos relacionados à data. Em Campinas, confeiteiras especializadas relatam ampliação nas encomendas e apontam que a busca por itens sem ingredientes de origem animal ganha espaço entre diferentes perfis de consumidores.
A confeiteira Lara Rosa, que mantém um ateliê no município, afirma que a procura por produtos veganos tem aumentado nos últimos anos e já representa uma parcela significativa do negócio. Lara destaca que, na Páscoa de 2025, cerca de 40% dos ovos produzidos foram veganos, e a expectativa é que essa participação seja ainda maior neste ano.
“A procura por produtos veganos cresceu bastante. Hoje cerca de 30% do meu faturamento já vem desses itens e, para 2026, a tendência é aumentar ainda mais”, diz.
Já a confeiteira Vitória Lima, especializada em confeitaria vegana, ressalta que o interesse costuma crescer conforme a data se aproxima.
“Esse interesse aumenta mais perto da Páscoa e, para este ano, a expectativa é de uma demanda ainda maior, principalmente porque o veganismo tem ganhado mais visibilidade e aceitação”, afirma.
Público vai além do veganismo
Apesar do nome, o público interessado nesses produtos vai muito além das pessoas que seguem o veganismo. Segundo as confeiteiras, uma parcela importante da clientela é formada por consumidores com restrições alimentares ou que buscam alternativas sem leite.
“Muitas vezes são mães que precisam evitar determinados alimentos por causa da amamentação ou pessoas com intolerância à lactose. O chocolate vegano acaba sendo uma solução para esses casos”, explica Lara.
Vitória também observa esse movimento e destaca que os produtos acabam atendendo diferentes perfis de consumidores.
“Não são apenas pessoas veganas. Atendemos também quem tem intolerância à lactose, quem busca opções sem leite ou mesmo quem quer presentear alguém com alguma restrição alimentar”, diz.
Desafios e produção artesanal
Produzir chocolates veganos exige adaptações em relação à confeitaria tradicional. Lara explica que muitos ingredientes precisam ser preparados de forma artesanal.
“Alguns ingredientes precisam ser feitos do zero. Um leite condensado vegano, por exemplo, leva vários ingredientes e demanda mais tempo de preparo. Isso torna o processo mais trabalhoso, mas o resultado precisa ter a mesma qualidade de um produto tradicional”, afirma.
Vitória acrescenta que a base do chocolate não leva leite e que os recheios utilizam ingredientes capazes de garantir sabor e cremosidade.
“Nos recheios uso castanha de caju, que traz muita cremosidade. Muitas pessoas se surpreendem quando provam e dizem que nem parece um chocolate vegano”, comenta.
Tendência que deve continuar
Para as confeiteiras, o crescimento da procura por chocolates veganos reflete mudanças nos hábitos de consumo e deve continuar nos próximos anos.
“O veganismo é um estilo de vida, mas também existe um crescimento de consumidores que buscam produtos mais sustentáveis ou sem ingredientes de origem animal. Muitas pessoas que não são veganas também estão abertas a experimentar”, avalia Vitória.
Impacto na economia local
Para a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, Adriana Flosi, datas comemorativas como a Páscoa também representam uma oportunidade importante para os empreendedores.
“A Páscoa movimenta diversos segmentos da economia, especialmente na área de confeitaria. O crescimento de nichos como os chocolates veganos mostra como os empreendedores estão atentos às novas demandas dos consumidores, criando oportunidades de renda e fortalecendo a economia local”, afirma.
Ainda segundo Adriana, a diversificação de produtos também contribui para ampliar as opções disponíveis no mercado.
“A criatividade dos empreendedores e a variedade de produtos ajudam a impulsionar as vendas e a atender diferentes perfis”, completa.












