AUniversidade Estadual de Campinas (Unicamp) informou neste domingo (29) que o furto de materiais registrado no Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia (IB) foi um caso isolado. Em nota, a universidade também informou que não havia organismos geneticamente modificados entre os materiais subtraídos.
Classificado como nível de biossegurança 3 (NB-3), o laboratório opera dentro de rigorosos protocolos de segurança, e que o episódio ocorreu em circunstâncias atípicas, frisou a Unicamp.
O caso veio à tona após o desaparecimento de materiais de pesquisa no laboratório, ocorrido no último fim de semana. A própria universidade comunicou o fato às autoridades, o que deu início a um inquérito conduzido pela Polícia Federal.
As investigações levaram à prisão em flagrante, na segunda-feira (23), da professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), suspeita de retirar o material sem autorização. Ela foi liberada no dia seguinte.
Materiais localizados
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Campinas, e os itens foram localizados e encaminhados ao Ministério da Agricultura e Pecuária para análise, com apoio técnico da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os investigados podem responder por furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado.
Como medida imediata, a Unicamp informou que houve a interdição dos laboratórios de pesquisa do Instituto de Biologia. Paralelamente, e que instaurou uma sindicância interna para apurar o caso e eventuais responsabilidades administrativas.
A instituição reiterou que a motivação da subtração de materiais segue sob investigação e que o caso é tratado como pontual. A universidade também destacou seu compromisso com a integridade das pesquisas e com a segurança das atividades científicas realizadas em seus laboratórios.
Nota oficial da Reitoria da Unicamp
Com relação à subtração de materiais de pesquisa do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, classificado com nível de biossegurança 3 (NB-3), a Universidade vem a público esclarecer que:
– Laboratórios NB-3 operam em conformidade com protocolos rígidos de segurança. O episódio ocorrido foi um caso isolado, resultante de circunstâncias atípicas que estão sendo averiguadas no âmbito da investigação policial.
– Ao tomar conhecimento do fato, a Reitoria da Unicamp acionou imediatamente a Polícia Federal (PF) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que possibilitou a rápida localização e apreensão dos materiais subtraídos.
– Não há organismos geneticamente modificados dentre os materiais em questão.
A Universidade também esclarece que:
– A Unicamp é nacionalmente reconhecida por incentivar a formação de empresas de base tecnológica que se dediquem a transformar os resultados de pesquisas realizadas na Universidade em produtos e serviços que beneficiem a sociedade.
– A Incubadora de Empresas da Unicamp (Incamp), sob responsabilidade da Agência de Inovação Inova Unicamp, opera com toda a segurança jurídica necessária, atuando em concordância com a política de inovação da Universidade e o marco legal nacional de inovação. Possui certificação de máxima qualidade no Brasil, CERNE nível 4, expedida pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). Sua atuação está restrita à capacitação de empreendimentos inovadores, não abrangendo a gestão, supervisão ou execução das atividades técnico-científicas que são conduzidas de forma independente por seus respectivos sócios.
– A empresa associada ao marido da docente suspeita de ter retirado os materiais do já mencionado laboratório sem a devida autorização participa do programa da Incamp, o que lhe permite apenas fazer uso de espaço compartilhado de escritório.
– A motivação da subtração de materiais, bem como o possível envolvimento de diferentes pessoas físicas e jurídicas no caso, estão sob investigação conduzida pelos órgãos federais competentes.
– Uma sindicância foi instaurada na Universidade para averiguação interna.
É importante ressaltar, ainda, que a Unicamp é reconhecida em importantes rankings internacionais como a segunda melhor universidade da América Latina devido à qualidade de sua produção científica, e à excelência e comprometimento de seu corpo docente, de seus funcionários e de seus alunos, assim como pela formação responsável e ética de recursos humanos qualificados.
Reiteramos que a ocorrência em questão foi um caso isolado e, portanto, voltamos a público para reafirmar o nosso compromisso com a missão de promover o conhecimento para uma sociedade democrática, justa e inclusiva, com destaque à excelência no ensino, na pesquisa e na extensão.











