A Prefeitura de Hortolândia reforçou a cobrança à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) em relação à qualidade da água fornecida ao município. Em coletiva de imprensa realizada na semana passada, o prefeito Zezé Gomes anunciou a criação do Comitê Municipal de Crise que vai monitorar a situação e, além disso, o Procon de Hortolândia, órgão vinculado à Administração Municipal, aplicou uma notificação à Sabesp com o objetivo de apurar a prestação do serviço.
Há um mês moradores de diferentes regiões do município reclamam da qualidade da água fornecida pela Sabesp. As principais queixas são que a água sai das torneiras com odor e sabor.
De acordo com o Procon de Hortolândia, após a aplicação desta notificação administrativa, no prazo 10 dias, a Sabesp deve apresentar as seguintes informações:
- Cópia integral dos laudos técnicos rela vos à potabilidade da água distribuída no Município de Hortolândia no período compreendido entre os dias 18 e 30 de abril de 2026;
- Relatório técnico circunstanciado contendo:
- a) origem detalhada do problema;
- b) bairros afetados;
- c) período exato da ocorrência;
- d) medidas adotadas;
- e) medidas futuras;
- Informações acerca das medidas compensatórias eventualmente previstas aos consumidores afetados;
- Esclarecimentos sobre eventual monitoramento extraordinário da rede de distribuição e reservatórios;
- Informações sobre o número de reclamações, registradas pela concessionária, relacionadas ao fato.
Além da notificação administrativa aplicada pelo Procon, da criação do Comitê Municipal de Crise e da solicitação para que a Sabesp isente a população da tarifa de consumo de abril, a Prefeitura também exige explicação dos responsáveis e conta com apoio da Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) e da Urae (Unidade Regional de Água e Esgoto).
“A Sabesp investiu em coleta de esgoto, mas faz anos que não há investimentos na melhoria da captação e distribuição de água em Hortolândia. Depois da privatização, isso piorou. Nosso contrato com a Sabesp venceria no ano que vem, mas agora a situação está nas mãos do estado, que é o gestor deste contrato. Até mesmo para fazermos o rompimento do contrato com a Sabesp, teremos que passar pelo Estado”, criticou Zezé Gomes.












