8 de junho de 2026
O SEU PORTAL DE NOTÍCIAS, ANÁLISE E SERVIÇOS
ANUNCIE
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Informação e análise com credibilidade
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Informação e análise com credibilidade
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Home Saúde e Bem-Estar

Quando o light não é a melhor opção

Alegações nutricionais contidas em rótulos de alimentos podem induzir consumidores ao erro

Redação Por Redação
18 de maio de 2026
em Saúde e Bem-Estar
Tempo de leitura: 4 mins
A A
Quando o light não é a melhor opção

Trocar um alimento por uma versão light nem sempre é bom negócio. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Para muitas pessoas, andar pelos corredores dos supermercados é como atravessar um vale de tentações. Mas em meio a tantas opções, uma seção surge como uma luz no fim do túnel, com produtos que prometem aliviar o peso de nossos pecados alimentares. Em seus rótulos de suaves tons pastel, veem-se modelos longilíneas e felizes, ou homens de porte atlético treinando pesado, e o mais importante: as palavras mágicas “light”, “funcional”, “rico em fibras” e “proteico”, entre outras.

O efeito dessas alegações nutricionais sobre as escolhas dos consumidores foi justamente o que intrigou pesquisadores da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Unicamp. Em sua pesquisa de doutorado, orientada pelo professor Diogo Thimoteo da Cunha, a nutricionista Camila de Mello Marsola avaliou os fatores que interferem nas escolhas dos consumidores entre os produtos em versão tradicional ou com alegações nutricionais — por exemplo, quando precisam decidir entre chocolates ou iogurtes convencionais, suas versões sem açúcar ou aquelas ricas em proteínas.

Os resultados da pesquisa, publicados na revista Journal of the American Nutrition Association, revelam que as alegações contidas nesses produtos geram um chamado “efeito halo” — em referência aos anéis luminosos usados em iconografias religiosas — por chamarem a atenção para um efeito benéfico e ofuscar outros, que podem ser negativos, levando a escolhas alimentares equivocadas.

 

Nem todos são santos

O interesse por analisar os fatores que interferem na escolha dos consumidores surgiu das observações que Marsola fez em seu cotidiano, ao perceber que as pessoas tendiam a fazer essas trocas quando buscavam uma alimentação mais saudável, principalmente em dietas de emagrecimento, e que essas escolhas também poderiam ser pautadas por modismos.

“Muitas vezes, as pessoas trocam o alimento por sua versão light. Agora há o boom da proteína, então trocam por um iogurte high protein”, conta a nutricionista.

Segundo ela, o desejo de substituir determinado alimento por uma versão que promete trazer benefícios é legítimo, mas o desconhecimento da composição integral dos produtos pode levar os consumidores a resultados indesejados.

“A pessoa acaba se permitindo consumir mais desses alimentos, achando que são mais saudáveis ou menos calóricos.”

Um exemplo disso são as barras enriquecidas com proteínas, que atraem consumidores em dietas de emagrecimento ou hipertrofia muscular. Por terem também altos teores de gordura, é comum que várias marcas ultrapassem o patamar de 300 calorias por porção.

“As pessoas que estão em processo de emagrecimento acham que essa é uma excelente escolha para um lanche da tarde, enquanto ficam com medo de comer uma banana por conta de seus carboidratos”, exemplifica Cunha.

Eis aí o “efeito halo”: um produto com alguma alegação nutricional específica, anunciada como benéfica, mas que ofusca todo o resto das informações. “Muitas vezes são alimentos ultraprocessados, com altos teores de açúcar e gorduras, mas com sua composição alterada para serem também ricos em proteínas ou fibras”, afirma o professor.

A pesquisa envolveu 412 voluntários adultos, que responderam a dois questionários. Um avaliou as motivações para a escolha de alimentos, enquanto o outro mensurou os aspectos psicológicos envolvidos nos hábitos de consumo, para identificar tanto as restrições alimentares conscientes quanto os episódios de consumo motivados por emoções ou descontrole.

Depois, os voluntários foram apresentados a sete alimentos em suas versões convencional e com alegações nutricionais: chocolate com e sem açúcar; pão tradicional e sem glúten; paçoca com e sem açúcar; iogurte tradicional e enriquecido com proteínas; requeijão normal e light; biscoitos normais e enriquecidos com fibras; e leite com e sem lactose. Os participantes deveriam classificá-los em uma escala que ia de “muito ruim para a saúde” a “muito bom para a saúde”.

A escolha dos itens foi baseada nos produtos mais comuns em anúncios de supermercados e buscou envolver alimentos focados em emagrecimento, considerados funcionais e voltados para dietas específicas.

Foi possível enquadrar os voluntários em cinco grupos, conforme suas motivações para escolha geral de alimentos em sua rotina: os hedonistas, mais preocupados com o prazer e o sabor dos alimentos; os que valorizam o que gostam e comem esses itens de forma habitual, com atenção à saúde, mas sem se importar com as opiniões externas; os despreocupados com fatores nutricionais; os mais preocupados com saúde e controle de peso; e os que não demonstram ter prioridades na escolha.

Para surpresa dos pesquisadores, apesar das motivações distintas, todos os grupos se mostraram suscetíveis aos rótulos com alegações nutricionais, classificando esses alimentos como mais saudáveis.

 “Tínhamos a expectativa de que os mais preocupados com a saúde e controle de peso se comportariam de forma diferente ao avaliar se os alimentos são saudáveis ou não”, comenta Cunha.

 

Depende do contexto

Os resultados também mostram o quanto o contexto de cada pessoa importa na percepção de quais produtos são mais saudáveis. As pessoas do grupo dos mais preocupados com a saúde relataram mais episódios de perda de controle sobre as refeições, por exemplo, do que os despreocupados. Para os pesquisadores, isso é um reflexo de uma pressão menor que os últimos sofrem, tanto ao escolher os alimentos quanto ao fazer uma autoavaliação após um comportamento errático.

Outro reflexo das pressões sociais está na comparação entre homens e mulheres: elas têm uma tendência maior a estabelecer diferenças entre as versões e escolher os produtos com alegações nutricionais.

“É muito mais comum termos mulheres buscando dietas e controlando a alimentação, principalmente agora, quando vemos um retorno da moda da magreza extrema”, analisa Marsola.

“O problema é o quanto se colocam esses alimentos em um pedestal, achando que eles são a solução dos problemas. Isso faz com que as pessoas percam a noção de onde podem encontrar os nutrientes para uma alimentação saudável.” (Com informações da Unicamp)

Tags: caloriasefeito haloerroslightnutricionista. embalagenspesquisaUnicamp
CompartilheCompartilheEnviar
Redação

Redação

O Hora Campinas reforça seu compromisso com o jornalismo profissional e de qualidade. Nossa redação produz diariamente informação em que você pode confiar.

Notícias Relacionadas

Conhece o exercício excêntrico? Entenda como a modalidade une força muscular e menor desgaste físico
Saúde e Bem-Estar

Conhece o exercício excêntrico? Entenda como a modalidade une força muscular e menor desgaste físico

Por Redação
8 de junho de 2026

...

OMS alerta para aumento de perda auditiva entre jovens; veja medidas de prevenção
Saúde e Bem-Estar

OMS alerta para aumento de perda auditiva entre jovens; veja medidas de prevenção

Por Redação
7 de junho de 2026

...

Um em cada quatro brasileiros não sabe que o câncer pode ser prevenido

Um em cada quatro brasileiros não sabe que o câncer pode ser prevenido

6 de junho de 2026
Hemocentro lança campanha “Aceita o Desafio?” para incentivar doação de sangue

Hemocentro lança campanha “Aceita o Desafio?” para incentivar doação de sangue

5 de junho de 2026
Remédio que ajuda respirar pode afetar a visão, aponta estudo

Remédio que ajuda respirar pode afetar a visão, aponta estudo

4 de junho de 2026
Hospital Sobrapar reúne especialistas do Brasil em curso avançado de cirurgia craniofacial

Hospital Sobrapar reúne especialistas do Brasil em curso avançado de cirurgia craniofacial

3 de junho de 2026
Carregar Mais
  • Avatar photo
    Alexandre Campanhola
    Hora da Saudade
  • Avatar photo
    Carmino de Souza
    Letra de Médico
  • Avatar photo
    Cecília Lima
    Comunicar para liderar
  • Avatar photo
    Daniela Nucci
    Moda, Beleza e Bem-Estar
  • Avatar photo
    Gustavo Gumiero
    Ah, sociedade!
  • Avatar photo
    José Pedro Martins
    Hora da Sustentabilidade
  • Avatar photo
    Karine Camuci
    Você Empregado
  • Avatar photo
    Kátia Camargo
    Caçadora de Boas Histórias
  • Avatar photo
    Luis Norberto Pascoal
    Os incomodados que mudem o mundo
  • Avatar photo
    Luis Felipe Valle
    Versões e subversões
  • Avatar photo
    Renato Savy
    Direito Imobiliário e Condominial
  • Avatar photo
    Retrato das Juventudes
    Sonhos e desafios de uma geração
  • Avatar photo
    Thiago Pontes
    Ponto de Vista

Mais lidas

  • Laboratório Cristália inaugura em Campinas a primeira unidade de Genética Aplicada

    Laboratório Cristália inaugura em Campinas a primeira unidade de Genética Aplicada

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Linha de ônibus terá mudança a partir desta segunda no trajeto e inclusão de novas paradas

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Grupo armado atira contra viatura, invade condomínio de luxo e acaba preso em Indaiatuba

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Incêndio de grande proporção atinge área de vegetação em Cosmópolis

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Comissão aprova feriado municipal em 14 de julho no aniversário de Campinas

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
Hora Campinas

Somos uma startup de jornalismo digital pautada pela credibilidade e independência. Uma iniciativa inovadora para oferecer conteúdo plural, analítico e de qualidade.

Anuncie e apoie o Hora Campinas

VEJA COMO

Editor-chefe

Marcelo Pereira
[email protected]

Editores de Conteúdo

Laine Turati
[email protected]

Maria José Basso
[email protected]

Reportagem multimídia

Silvio Marcos Begatti
[email protected]

Leandro Ferreira
[email protected]

Marketing

Pedro Basso
[email protected]

Para falar conosco

Canal Direto

[email protected]

Redação

[email protected]

Departamento Comercial

[email protected]

Noticiário nacional e internacional fornecido por Agência SP, Agência Brasil, Agência Senado, Agência Câmara, Agência Einstein, Travel for Life BR, Fotos Públicas, Agência Lusa News e Agência ONU News.

Hora Campinas © 2021 - Todos os Direitos Reservados - Desenvolvido por Farnesi Digital - Marketing Digital Campinas.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME

Hora Campinas © 2021 - Todos os Direitos Reservados - Desenvolvido por Farnesi Digital - Marketing Digital Campinas.