Escolas municipais de Campinas entraram no clima de Copa para torcer pelo hexa do Brasil. Profissionais de educação estão usando a criatividade para desenvolver ações pedagógicas com referências ao Mundial, tornando o aprendizado dinâmico e interativo, além de momentos lúdicos que aproximam a rede dos alunos e comunidades envolvidas.
No CEI Benjamin Constant, Jardim Pacaembu, o clima de alegria e união fez a escola propor iniciativas para deixar o espaço mais festivo com decorações em verde e amarelo. Os alunos participaram de atividades como pintura com guache e confecção de bandeirinhas em papel e lápis de cor. Além disso, no fim do mês de maio, houve uma festa temática para os aniversariantes, com convite para uso de roupas nas cores da bandeira.
Já o projeto de cinema da unidade abriu espaço para os estudantes assistirem à transmissão de TV de uma das cerimônias de abertura da competição na tarde de quinta-feira, 11 de junho. O objetivo foi destacar, por exemplo, as informações culturais dos três países-sede neste ano – Canadá, Estados Unidos e México.
“Trabalhar a Copa junto com a cultura brasileira na educação infantil é uma excelente oportunidade pedagógica, pois conecta o aprendizado ao cotidiano das crianças de forma lúdica, significativa e envolvente. A infância é o momento ideal para fortalecer a identidade e o sentimento de pertencimento”, afirmou a diretora da escola, Laís Angelo.
Ela também está na direção do CEI Bety Pierro, na Chácara do Vovô, onde bandeiras e cortinas metalizadas em verde e amarelo foram distribuídas para alegrar os ambientes.
“Ao explorar a cultura brasileira, a criança se reconhece como parte de uma sociedade rica e diversa. Trabalhar esses temas vai muito além do futebol: é uma forma de educar para a diversidade, identidade e convivência, tornando o aprendizado mais vivo, alegre e conectado com a realidade das crianças”, complementou Lais.

O CEI Andréa Viana Martins, no DIC 4, também já teve festa e preparou o ambiente à espera da sexta estrela na camisa da Seleção. As experiências envolvem cultura e interações entre equipes: brincadeiras, jogos, produções artísticas e rodas de conversa.
“As crianças têm a oportunidade de conhecer diferentes países, explorar cores e símbolos das bandeiras, desenvolver habilidades motoras e vivenciar valores como respeito, cooperação e amizade. As vivências também potencializam o uso de materiais alternativos e reutilizáveis, incentivando a criatividade, a consciência ambiental e a valorização da sustentabilidade desde a primeira infância”, explicou a orientadora pedagógica Lucelena Panosso.
Memória e desenvolvimento
Estudantes de uma turma do 4º ano do ensino fundamental da Emef/EJA Floriano Peixoto participaram de ações pedagógicas como leitura, vocabulário e interpretação, a partir de textos e revistas, além de uma dinâmica em matemática que envolveu contagem, padrões e a relação entre números com eventos históricos.
Houve, ainda, discussão em sala de aula sobre o contexto histórico e importância simbólica da camisa 10 da Seleção.
“Eles aprenderam sobre como a camisa 10 passou a representar criatividade, liderança e identidade no esporte, e por que Pelé se tornou referência para gerações. Essa conexão histórica enriquece o letramento cultural e ajuda a relacionar fatos esportivos a significados sociais. Os alunos demonstraram alto envolvimento e interesse, compartilharam lembranças, opiniões e se engajaram nas atividades matemáticas ao relacionarem os anos com jogos e conquistas. Essa combinação de conteúdo, contexto e interesse torna a aprendizagem mais significativa e favorece competências cognitivas e socioemocionais”, avaliou a professora Milene Quartieri dos Santos.
Foco na bandeira
No CEI Adriana Missae Momma, no bairro Campo Florido, o trabalho da equipe considerou o interesse dos alunos pela Copa e símbolos em destaque, como a bandeira do Brasil.
“A partir das perguntas, observações e descobertas do grupo, foram organizados contextos que favoreceram a aproximação com as cores, formas e elementos, possibilitando que as crianças ampliassem os olhares sobre um símbolo presente em seu cotidiano. Mais do que reconhecer o verde, o amarelo e o azul, elas tiveram a oportunidade de atribuir sentidos, estabelecer relações e construir conhecimentos a partir daquilo que despertou curiosidade e encantamento”, ressaltou a diretora da unidade, Aguida Luana Borges de Almeida.
Já os alunos da educação infantil no Lar Pequeno Paraíso, no Jardim Guarani, tiveram jogos para aprender sobre as diferenças entre as bandeiras dos países e foram feitas atividades com fotos e colagens que promovem reflexões sobre igualdade e representatividade.
“A partir de conversas, imagens e referências de atletas, as crianças puderam conhecer histórias inspiradoras e compreender que o futebol é um espaço para todos”, ponderou a












