O crescente fechamento das agências bancárias físicas será tema de um debate público nesta terça-feira (16), às 16h30, no Plenário da Câmara Municipal de Campinas. O encontro, proposto pelo vereador Gustavo Petta, reunirá o presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, Lourival Rodrigues, a vice-presidente da entidade, Ana Stela Alves de Lima, e a professora e historiadora da Unicamp, Andreia Galvão.
O evento é aberto à população. “O fechamento das agências físicas é um tema que interessa a toda a sociedade. Apesar dos sucessivos lucros bilionários, os bancos reduzem sua presença nas cidades e deixam de garantir o acesso aos serviços financeiros presenciais, especialmente para idosos ou clientes com dificuldade de acesso às ferramentas digitais “, afirma o presidente do Sindicato, Lourival Rodrigues. “A audiência é uma oportunidade para discutir os impactos sociais, econômicos e urbanos da redução das agências bancárias em Campinas e nas cidades do entorno”, completa
Levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base em dados do Banco Central e a pedido do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, divulgado em abril deste ano, revela que as 37 cidades da base sindical perderam 189 agências bancárias entre 2019 e 2025, uma redução de 36,5%.
Somente Campinas fechou 96 agências no período, passando de 224 para 128 unidades — queda de aproximadamente 42,9%. O estudo também mostra reduções expressivas em cidades como Americana, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, Louveira, Monte Alegre do Sul, Sumaré e Valinhos. Em Lindóia, todas as agências bancárias foram fechadas.
Para Rodrigues, além de prejudicar a população, o fechamento das unidades aumenta a sobrecarga nas agências remanescentes e afeta diretamente as condições de trabalho dos bancários. “Este debate é essencial para ampliar a reflexão sobre o papel social das instituições financeiras, os impactos da redução da rede de atendimento e a necessidade de preservar o acesso presencial aos serviços bancários como instrumento de inclusão financeira, desenvolvimento regional e cidadania”, destaca.












