Os advogados de Vini Oliveira (Cidadania), Haroldo Cardella e Luciano Stringeti, protocolaram na última quarta-feira (1º), último dia do prazo estabelecido pela Comissão Processante (CP), a defesa do vereador. Porém, a CP da Câmara Municipal de Campinas decidiu, nesta quinta-feira (2), manter a investigação.
Por unanimidade, os integrantes do colegiado rejeitaram o pedido de arquivamento apresentado na defesa prévia e entenderam que há elementos suficientes para o prosseguimento da apuração. A decisão acompanhou o parecer do relator da comissão, vereador Otto Alejandro (PL), que concluiu que os argumentos apresentados pela defesa não afastam os indícios levantados até o momento.
Na defesa, Vini sustenta que os vídeos usados na denúncia foram “manipulados e modificados”. Segundo ele, as imagens divulgadas pelas redes sociais estão fora de contexto e foram editadas para prejudicá-lo. O vereador nega veemente ter recebido qualquer valor em dinheiro na reunião que foi gravada.
Segundo o relatório da Câmara, por outro lado, a continuidade do processo permitirá a produção de novas provas, a coleta de documentos e a oitiva de testemunhas, garantindo ao vereador o direito ao contraditório e à ampla defesa antes da conclusão dos trabalhos.
Nova fase da CP
Com a decisão, a Comissão Processante inicia agora a fase de instrução.
Entre as diligências previstas estão a solicitação de imagens utilizadas em reportagens jornalísticas, o acesso a documentos das investigações conduzidas pelos órgãos competentes e a definição das testemunhas que serão ouvidas.
A comissão é formada pelos vereadores Paulo Haddad (PSD), presidente; Otto Alejandro (PL), relator; e Dr. Yanko (PP), membro.
Pela legislação, a CP tem até 15 de setembro para concluir os trabalhos. Ao final, será elaborado um relatório recomendando ou não a cassação do mandato, que será submetido à votação em plenário.
Entenda a investigação
A Comissão Processante foi aberta para apurar denúncias de suposta corrupção, improbidade administrativa e quebra de decoro parlamentar.
Entre os fatos citados na denúncia estão imagens que mostram Vini Oliveira deixando um estabelecimento comercial ao lado do então chefe de gabinete carregando um malote e envelopes, além de registros em que o vereador aparece questionando uma possível retirada de R$ 20 mil.
Também fazem parte dos elementos apresentados declarações de empresários que apontaram o parlamentar como “o único de confiança dentro da Câmara Municipal de Campinas”.
Paralelamente ao procedimento legislativo, Vini Oliveira também é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do Gaeco, que apuram suspeitas de pagamento e recebimento de vantagens indevidas envolvendo agente público.












