A protetora da causa animnal Maria Aparecida Martinelli foi morta dentro do apartamento onde morava, na Rua Padre Vieira, no bairro Cambuí, em Campinas, na tarde desta quarta-feira (9). Logo após o crime, o principal suspeito se apresentou espontaneamente no 1º Distrito Policial e confessou o homicídio.
Segundo o relato prestado por ele, os dois estavam no apartamento quando iniciaram uma discussão motivada por uma dívida. Ainda de acordo com a versão apresentada à polícia, Maria Aparecida teria pegado uma faca e partido para cima dele.
O homem afirmou que conseguiu desarmá-la e, em seguida, a golpeou. A Polícia Civil ressalta que essa versão ainda será investigada e deverá ser confrontada com as provas periciais e os depoimentos das testemunhas. O nome dele não foi divulgado.
Maria Aparecida era vice-presidente da ONG Anjos de Patas, entidade dedicada ao resgate e à proteção de animais.
Após a confirmação da morte, a organização publicou uma mensagem de pesar nas redes sociais e pediu justiça pelo caso.

–
Vizinhos ouviram gritos
Moradores do entorno do prédio, que fica na Rua Padre Vieira, relataram que os gritos vindos do apartamento podiam ser ouvidos a distância momentos antes do crime.
Uma amiga de Maria Aparecida contou que estava em uma praça quando recebeu a notícia de que uma mulher havia sido morta no Cambuí. Sem saber que se tratava da amiga, ela tentou entrar em contato por mensagens.
Segundo a testemunha, Maria Aparecida era conhecida por ser uma pessoa tranquila, sem desentendimentos, e muito querida pelo trabalho desenvolvido em defesa dos animais.
Investigação
Maria Aparecida morreu ainda dentro do apartamento. Equipes das polícias Militar e Civil estiveram no local para atender a ocorrência e realizar os primeiros levantamentos.
O caso foi registrado como homicídio e será investigado pela Polícia Civil, que busca esclarecer a dinâmica do crime e verificar se a versão apresentada pelo suspeito é compatível com as evidências coletadas.












