O Corredor Dom Pedro de rodovias, administrado pela Concessionária Rota das Bandeiras, teve o primeiro semestre mais seguro da história. Entre janeiro e junho deste ano, a Concessionária Rota das Bandeiras contabilizou 15 fatalidades, reduzindo quase pela metade o número de ocorrências em relação ao primeiro semestre de 2025, quando foram 28 mortes.
No primeiro semestre de Concessão, em 2010, foram registradas 35 mortes. Desde então, os investimentos em segurança viária e de conscientização dos motoristas têm refletido na redução dos índices. Até o resultado histórico do primeiro semestre de 2026, o período com menor fatalidades havia sido verificado em 2015, com 21 fatalidades.
A concessionária menciona também a “agilidade” da equipe de Resgate de APH (Atendimento Pré-Hospitalar) para salvar vidas.
O tempo médio para início do atendimento foi de apenas 6min26seg, bem abaixo do que prevê o contrato de concessão, que estipula o início do atendimento em até dez minutos. Em dez edições do prêmio Concessionária do Ano da Artesp, agência que gerencia todas as concessões do estado, a Rota das Bandeiras venceu a categoria Eficiência dos Serviços Operacionais em três oportunidades.
Já a adoção de dispositivos de segurança, como passarelas e Terminais Absorvedores de Energia (TAE) em guardrails, contribui para diminuir o número de feridos e vítimas fatais, segundo a Rota.
Mais da metade das pessoas envolvidas em acidentes no primeiro semestre deste ano não sofreram ferimentos. O índice ultrapassa 80% quando são consideradas as vítimas leves.
Desde o início da concessão, a Rota das Bandeiras investiu R$ 4,4 bilhões em melhorias.
O sistema formado por seis rodovias no Interior de São Paulo já havia tido em 2025 o ano com menor número de acidentes desde o início da concessão, em 3 de abril de 2009. No ano passado, foram 1.346 acidentes. Em 2010, foram 3082 ocorrências.
Entre as obras estruturantes que contribuíram significativamente para a redução de ocorrências se destacam as duplicações de trechos até então com pistas simples das rodovias Eng. Constâncio Cintra (SP-360), Prof. Zeferino Vaz (SP-332) e Romildo Prado (SP-063). A remodelação completa de trevos, bem como a segregação do tráfego urbano do rodoviário por meio de pistas marginais na D. Pedro I (SP-065), também foram importantes intervenções para a queda dos índices.
O Corredor Dom Pedro é formado por seis rodovias e está localizado em um ponto estratégico para o escoamento da produção nacional, garantindo a ligação do Vale do Paraíba com a Região Metropolitana de Campinas (RMC) e o Circuito das Frutas, por meio das rodovias D. Pedro I (SP-065), entre Campinas e Jacareí; Prof. Zeferino Vaz (SP-332), de Campinas ao distrito de Martinho Prado, em Mogi Guaçu; Eng. Constâncio Cintra (SP-360), entre Jundiaí e Itatiba; Perimetral de Itatiba (SPI 081/360); Romildo Prado (SP-063), entre Itatiba e Louveira; e o anel viário Magalhães Teixeira (SP-083), entre Campinas e Valinhos.
As rodovias cortam 17 cidades, em uma das áreas mais desenvolvidas do país, que reúne 2,5 milhões de moradores.
Os municípios que integram a área sob concessão da Rota das Bandeiras são: Artur Nogueira, Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Campinas, Conchal, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Igaratá, Itatiba, Jacareí, Jarinu, Jundiaí, Louveira, Mogi Guaçu, Nazaré Paulista, Paulínia e Valinhos.












