A Polícia Civil investiga a morte do advogado Lucas Silva Lopes, de 30 anos, encontrado morto em Mogi Mirim. Lucas estava desaparecido desde sábado (1º). O corpo foi localizado no domingo (2), em uma estrada de terra no Distrito Industrial Luiz Torrani.
Segundo a Polícia Civil, Lucas foi encontrado sem roupas e com sinais aparentes de violência. O carro da vítima também foi localizado, completamente carbonizado, nas proximidades. O veículo estava a cerca de sete quilômetros de distância do local onde o corpo foi encontrado.
Agora, os investigadores trabalham para reconstituir os últimos passos do advogado e identificar com quem ele esteve antes do desaparecimento.
Seu corpo foi sepultado na tarde desta terça-feira (4) no Cemitério Parque Hortolândia, após cerimônia de despedida na capela do local.
Entre as hipóteses investigadas está a possibilidade de Lucas ter sido vítima de um crime de ódio.
Desaparecimento
De acordo com a polícia, o advogado saiu de casa sem informar para onde iria. Como vestia roupas informais, familiares acreditam que ele seguiria para um encontro com amigos.
Sem conseguir contato com o filho, os pais registraram um boletim de ocorrência de desaparecimento na Delegacia de Hortolândia, cidade onde a família mora.
Durante as buscas, um amigo da família conseguiu informações sobre o trajeto do veículo de Lucas, que teria passado por Mogi Mirim por volta das 3h.
As buscas foram intensificadas até que o corpo fosse localizado na estrada de terra. Pouco depois, o veículo dele foi encontrado incendiado em outro ponto da cidade.

Quem era Lucas Silva Lopes
Lucas Silva Lopes era advogado, mestre em Direitos Humanos pela Universidade de São Paulo (USP) e cursava doutorado na mesma instituição. Em processos judiciais, ele atuava na na defesa de pessoas com deficiência.
Nas redes sociais, compartilhava conteúdos relacionados à atuação jurídica e à vida acadêmica. Ele também se identificava como pessoa com deficiência, mencionando ter paralisia cerebral.
Familiares afirmaram à polícia que Lucas não tinha histórico de conflitos e sonhava em se tornar promotor de Justiça.
Lucas foi paciente e diretor-secretário da Casa da Criança Paralítica (CCP). Ele integrou a diretoria da instituição entre 2023 e o início de 2026. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Campinas se pronunciou, lamentando a morte de Lucas e que ele estava inscrito na subseção desde 2020.
A Polícia Civil segue investigando a autoria e a motivação do crime.













