PUBLICIDADE
3 de fevereiro de 2026
O SEU PORTAL DE NOTÍCIAS, ANÁLISE E SERVIÇOS
ANUNCIE
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Informação e análise com credibilidade
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Informação e análise com credibilidade
Sem Resultados
Ver todos os resultados
Home Opinião

Artigo – Microviolência do cotidiano: quando as palavras machucam – por Vivian Rio Stella

Redação Por Redação
7 de fevereiro de 2022
em Opinião
Tempo de leitura: 3 mins
A A
Artigo – Microviolência do cotidiano: quando as palavras machucam – por Vivian Rio Stella

Foto: Divulgação

Em nosso dia a dia, é normal que se desconsidere o efeito que certas palavras e expressões podem ter naqueles que as escutam. Quantas vezes não reagimos a algum comentário ofensivo só para ouvir de volta “foi só maneira de dizer!” ou “estava só brincando!” como se essas respostas magicamente resolvessem a mágoa deixada pelo que foi dito.

Mas não é tão simples assim, já que palavras podem deixar marcas profundas em nossas relações, como escreve o Akapoeta em seu O Livro dos Ressignificados, a palavra “usada da forma errada: tortura”. No contexto da chamada “microviolência”, isso não diz respeito somente a ofensas pesadas ou xingamentos, mas sim em certas expressões cotidianas e corriqueiras, que podem não parecer, mas vão contra a empatia, respeito e equidade que tanto desejamos nas nossas relações.

A microviolência é representada por expressões repetidas diversas vezes e naturalizadas, se tornando algo rotineiro e que, na superfície, não parecem reforçar preconceitos e não machucar ninguém, mas que na realidade podem causar muitas dores a quem escuta, especialmente no que diz respeito a mulheres, pessoas negras/pretas e com deficiência, entre vários outros grupos, nos ambientes de trabalho.

Perguntar para uma mulher com seus 30 durante a entrevista de emprego se ela pretende ter filhos, é um exemplo dessa microviolência. Por mais que seja uma pergunta comum de ser feita, é uma decisão que cabe somente à mulher decidir e saber, não ao entrevistador. Se o preconceito nesse caso não ficou aparente, vale pensar: essa mesma pergunta seria feita a um homem? Provavelmente não.

A microviolência pode vir na forma de um elogio, a frase “você está ótima para a sua idade!” revela certo etarismo por parte de quem fala, como se a aparência de pessoas mais velhas fosse, necessariamente, desagradável. Nos Estados Unidos há muita discussão sobre microviolência, com diversas publicações e artigos abordando a questão. Um dos principais exemplos apontados nesses estudos vem também de uma atitude que é, a princípio, elogiosa, como comentar com uma pessoa que não possui traços “americanos” que o inglês dela é ótimo, sendo que ela é nascida e criada no país, revelando um julgamento da aparência, como se um “inglês ótimo” só pudesse pertencer a certo tipo de pessoa.

Muitas frases tipicamente brasileiras também são expressões de microviolência, como os termos “inveja branca” ou “dia de branco”, são frutos do racismo tristemente presente em nossa sociedade, associando a cor branca a algo bom ou relacionado a atividades nobres, como o trabalho. Outras palavras, como denegrir, podem não ter fundamentação histórica e linguística para serem entendidas como racistas, mas vale ficar atento à discussão e refletir sobre o seu uso.

No ambiente de trabalho, existem muitas microviolências, mas que não são reportadas de modo oficial justamente pelo seu caráter rotineiro, como algo que “faz parte” de se viver em uma sociedade preconceituosa. No entanto, é importante que essa discussão ocorra de modo aberto, para que possamos compreendê-las e entender que palavras podem causar dor, mas também podem ser a cura.

Vale destacar que uma das características desse tipo de atitude é que raramente aquele que a comete possui a intenção de machucar, mas se tornou um comportamento tão naturalizado que ela nem ao menos percebe o que está falando e em quanto isso gera mágoa naquele que escuta esse tipo de expressão.

É importante entendermos esse debate não como uma tentativa de policiar as palavras ou como “mimimi”, mas sim pensar melhor nas palavras, tendo sempre como base a gentileza e respeito ao outro. Em tempos onde estamos tão fechados em nossas próprias bolhas, é importante tomarmos atitudes que expandam nossos olhares e repertórios, ao invés de reduzi-los.

 

Vivian Rio Stella é doutora em linguística pela Unicamp, com pós-doutorado pela PUC-SP, especialista em comunicação. Idealizadora da VRS Academy. Professora da Casa do Saber, da Aberje e da Cásper Líbero. 

Tags: ArtigocomportamentocotidianoHora CampinasOpiniãopalavraspreconceitosrelacionamentoviolência
CompartilheCompartilheEnviar
Redação

Redação

O Hora Campinas reforça seu compromisso com o jornalismo profissional e de qualidade. Nossa redação produz diariamente informação em que você pode confiar.

Notícias Relacionadas

TSE multa Flávio Bolsonaro em R$ 5 mil por fake news contra Lula
Opinião

Artigo: Flávio Bolsonaro: um herdeiro sem projeto para o Brasil – por Júlio César Cardoso

Por Redação
3 de fevereiro de 2026

...

Governo desmente fake news sobre banheiros unissex
Opinião

Artigo: Do simbólico ao ato: a caminhada de Nikolas – por Adrilles Jorge

Por Redação
3 de fevereiro de 2026

...

Artigo: A evolução da inteligência artificial no agro e indústria brasileira – por Elizeu dos Santos

Artigo: A evolução da inteligência artificial no agro e indústria brasileira – por Elizeu dos Santos

2 de fevereiro de 2026
O que se sabe até agora sobre a morte do cão Orelha em SC

Artigo: Orelha: sadismo, violência e polarização política – por Armando Bergo Neto

1 de fevereiro de 2026
Artigo: Orelha: a violência que não pode ser normalizada – por Marlete Plauth

Artigo: Orelha: a violência que não pode ser normalizada – por Marlete Plauth

31 de janeiro de 2026
Artigo: Passaporte para o mercado da União Europeia para produtos em tempos de Brasil Core – por Clara Toledo Corrêa

Artigo: Passaporte para o mercado da União Europeia para produtos em tempos de Brasil Core – por Clara Toledo Corrêa

30 de janeiro de 2026
Carregar Mais
















  • Avatar photo
    Alexandre Campanhola
    Hora da Saudade
  • Avatar photo
    Carmino de Souza
    Letra de Médico
  • Avatar photo
    Cecília Lima
    Comunicar para liderar
  • Avatar photo
    Daniela Nucci
    Moda, Beleza e Bem-Estar
  • Avatar photo
    Gustavo Gumiero
    Ah, sociedade!
  • Avatar photo
    José Pedro Martins
    Hora da Sustentabilidade
  • Avatar photo
    Karine Camuci
    Você Empregado
  • Avatar photo
    Kátia Camargo
    Caçadora de Boas Histórias
  • Avatar photo
    Luis Norberto Pascoal
    Os incomodados que mudem o mundo
  • Avatar photo
    Luis Felipe Valle
    Versões e subversões
  • Avatar photo
    Renato Savy
    Direito Imobiliário e Condominial
  • Avatar photo
    Retrato das Juventudes
    Sonhos e desafios de uma geração
  • Avatar photo
    Thiago Pontes
    Ponto de Vista

Mais lidas

  • À beira do rebaixamento, Marcelo Fernandes diz que Ponte vai lutar até a última rodada

    À beira do rebaixamento, Marcelo Fernandes diz que Ponte vai lutar até a última rodada

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Amparo: Prefeitura divulga programação do Carnaval de 2026; confira

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Espaço Cultural Estúdio Cênico apresenta nova montagem de ‘Auto da Compadecida’

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Ex-comandante da PM, coronel Adriano Augusto Leão morre aos 49 anos

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
  • Segundo final de semana de pré-Carnaval acontece nos dias 7 e 8 de fevereiro em Campinas

    0 Compartilhamentos
    Compartilhe 0 Tweet 0
Hora Campinas

Somos uma startup de jornalismo digital pautada pela credibilidade e independência. Uma iniciativa inovadora para oferecer conteúdo plural, analítico e de qualidade.

Anuncie e apoie o Hora Campinas

VEJA COMO

Editor-chefe

Marcelo Pereira
marcelo@horacampinas.com.br

Editores de Conteúdo

Laine Turati
laine@horacampinas.com.br

Maria José Basso
jobasso@horacampinas.com.br

Silvio Marcos Begatti
silvio@horacampinas.com.br

Reportagem multimídia

Gustavo Abdel
abdel@horacampinas.com.br

Leandro Ferreira
fotografia@horacampinas.com.br

Caio Amaral
caio@horacampinas.com.br

Marketing

Pedro Basso
atendimento@horacampinas.com.br

Para falar conosco

Canal Direto

atendimento@horacampinas.com.br

Redação

redacao@horacampinas.com.br

Departamento Comercial

atendimento@horacampinas.com.br

Noticiário nacional e internacional fornecido por Agência SP, Agência Brasil, Agência Senado, Agência Câmara, Agência Einstein, Travel for Life BR, Fotos Públicas, Agência Lusa News e Agência ONU News.

Hora Campinas © 2021 - Todos os Direitos Reservados - Desenvolvido por Farnesi Digital - Marketing Digital Campinas.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • ÚLTIMAS
  • CIDADE E REGIÃO
  • COLUNISTAS
  • ARTE E LAZER
  • OPINIÃO
  • ESPORTES
  • EDUCAÇÃO E CIDADANIA
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • BRASIL E MUNDO
  • ECONOMIA E NEGÓCIOS
  • TURISMO
  • VEÍCULOS
  • PET
  • FALECIMENTOS
  • NOSSO TIME

Hora Campinas © 2021 - Todos os Direitos Reservados - Desenvolvido por Farnesi Digital - Marketing Digital Campinas.