No primeiro debate entre candidatos à Presidência da República, na noite de ontem, o presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo dos adversários em razão de ataques às mulheres e da condução da pandemia e da economia. Em outra frente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi questionado sobre corrupção. O petista se esquivou do tema e tergiversou nas respostas.
Além de revelar o protagonismo feminino, o embate presidencial acentuou a polarização entre Bolsonaro e Lula. Ciro Gomes e Felipe d´Ávila reforçaram as críticas à polarização, ressaltando a necessidade de se buscar saídas para a rivalidade entre os candidatos, que estão à frente na preferência dos eleitores.
Os presidenciáveis não pouparam adjetivos entre si – em sua maioria ofensivos – no encontro promovido pela Band, em parceria com a TV Cultura, o portal UOL e o jornal Folha de S.Paulo, com a presença, ainda, de Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil) e Felipe d’Avila (Novo).
Temas como religião, sigilo de documentos secretos e paternidade de programas sociais foram motivo de discussão entre os candidatos. Houve tensão no estúdio e nos bastidores.
Em um dos momentos, Bolsonaro fez ataques pessoais à jornalista Vera Magalhães, uma das entrevistadoras da noite. Ela recebeu a solidariedade de outros candidatos. A senadora Simone Tebet (MDB-MS) reagiu com veemência à citação feita pelo titular do Planalto de que ela não teria investigado denúncia de corrupção na CPI da Covid.
“Eu não tenho medo de você nem de seus ministros. Recebi violência política na CPI”, rebateu. A senadora Soraya Thronicke (União Brasil-MS) também foi dura. “Quando homens são tchutchuca com outros homens e viram tigrão para cima de nós mulheres, eu não aceito. No meu estado, mulheres viram onça e eu sou uma delas”, disse.
Na sala onde estavam os convidados das campanhas, o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, apoiador de Jair Bolsonaro, e o deputado André Janones (Avante-MG), apoiador de Lula, trocaram ofensas e quase partiram para a agressão física.
Além de revelar o protagonismo feminino, o embate presidencial acentuou a polarização entre Bolsonaro e Lula. Ciro Gomes e Felipe d´Ávila reforçaram as críticas à polarização, ressaltando a necessidade de se buscar saídas para a rivalidade entre os candidatos, que estão à frente na preferência dos eleitores.
Fonte: Equipe Carlos Brickmann







