Com apenas um ponto em seis jogos, a Ponte Preta precisa vencer os dois últimos compromissos e torcer por uma combinação de resultados para evitar um novo rebaixamento no Paulistão. A derrota por 1 a 0 para o Guarani no Dérbi 213, no último sábado (31), somada às vitórias de São Paulo e Noroeste na rodada, deixou o cenário ainda mais dramático. A duas rodadas do fim da primeira fase, a situação é muito difícil de ser revertida.
Os dois últimos jogos serão contra a Portuguesa, no sábado (7), no Canindé, e diante do São Paulo, no Moisés Lucarelli, no dia 15. Com cinco derrotas e um empate até aqui, a Ponte precisa vencer ambos e ainda torcer por tropeços dos concorrentes diretos. Para o técnico Marcelo Fernandes, no entanto, há chance de permanência ainda está em jogo.
A derrota no Dérbi foi a primeira de Fernandes contra seu ex-clube, após dois triunfos pela Série C no ano passado. O treinador avaliou o revés em uma partida em que a Ponte atuou a maior parte do tempo com um jogador a mais, após a expulsão do goleiro Caíque França:
“Ficamos com um a mais e a equipe tentou. No final, achei que de tanto correr ficamos sem perna. O Guarani é uma grande equipe e, dentro de seus domínios, conseguiu aproveitar uma bola de tiro de meta que não afastamos. Caiu no pé do Cachoeira, que colocou o Hebert na cara do gol. Mérito deles, que souberam se defender e aproveitar a única oportunidade”.
Apesar do resultado, Fernandes reforçou que o time não pode desanimar: “No Dérbi, os detalhes são preponderantes, e hoje o Guarani soube aproveitar. Temos que trabalhar firme, temos um adversário difícil no Canindé e precisamos buscar até a última oportunidade. O resultado acabou sendo natural. Vínhamos de duas vitórias sobre eles no ano passado, mas infelizmente o Guarani foi eficiente, fez seu gol e cabe a nós lutar até a última rodada”.
Se a queda se confirmar, será o segundo rebaixamento da carreira de Marcelo como técnico principal. Ele estava à frente do Santos quando a equipe caiu para a Série B do Campeonato Brasileiro, em 2023.
Resultados possíveis
Restando apenas duas partidas, a Ponte Preta pode chegar, no máximo, a sete pontos e depende de uma combinação complexa de resultados para evitar o rebaixamento. Noroeste, São Paulo, Capivariano e Primavera já somam sete pontos, e os confrontos diretos entre eles tornam a matemática alvinegra ainda mais delicada. O saldo de gols também pesa contra a Ponte: é o terceiro critério de desempate e hoje está em -8, com apenas dois gols marcados e dez sofridos.
O caminho mais viável para a Ponte Preta seria vencer os dois últimos jogos e torcer para que o Noroeste perca as duas partidas restantes.
O Norusca, que tem apenas uma vitória na competição, enfrenta o Santos na próxima rodada e o Primavera na última. Além disso, a Ponte precisa que o Velo Clube some no máximo dois pontos nas duas rodadas finais. Nesse cenário, a Ponte chegaria a duas vitórias na competição, ultrapassaria o Velo Clube em pontos e superaria o Noroeste no número de vitórias – já que o Norusca permaneceria com apenas uma – conseguindo escapar da queda.
A Portuguesa, próximo adversário, chega embalada após vitória fora de casa sobre o Primavera. No entanto, perdeu dois dos três jogos disputados no Canindé até aqui, dado que joga a favor da Ponte neste momento de pressão máxima. Em caso de empate ou derrota, a Ponte Preta estará rebaixada.







