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Home Opinião

A deficiência amorosa – por Joaquim Z. Motta

Redação Por Redação
3 de setembro de 2024
em Opinião
Tempo de leitura: 3 mins
A A
A deficiência amorosa – por Joaquim Z. Motta

Foto: Freepik

O mundo abstrato implica possibilidades infinitas de fantasias, elucubrações e devaneios. Podemos imaginar o que quisermos, sem limites, sem reservas.

Praticando Medicina, na maioria das oportunidades, serão necessários dados objetivos, gráficos, imagens, números para definirmos um diagnóstico. A vida física, concreta, corporal, pode ser bem avaliada com essa bateria de recursos tangíveis. A Psiquiatria, no entanto, precisa de toda e qualquer informação mensurável que for disponível e mais uma extensão interpretativa.

De modo mais simplificado, com a ajuda da Neurologia, que nos equipa dos dados que esclarecem o cérebro, podemos mergulhar nas dimensões (ou ausência de dimensões, pois é algo tão macroextensível…) da mente.

À medida que estudamos os aspectos cerebrais mesmo, tais como a motricidade, a sensorialidade, a consciência, a memória, o foco se ajusta mais aos pontos objetivos. Quando se pensa em cognição, inconsciente, inteligência, afetividade, o contexto subjetivo se infiltra e às vezes predomina.

Como a mente é extremamente complexa, com abstrações e interpretações multifacetadas, há momentos em que ela parece insondável; em outros, eis que se mostra à mercê do nosso íntimo.

A coisa é ampla, fascinante. A mente pode ser equiparada ao psiquismo, outro conceito especulativo… Também é associada à alma, ao espírito, entrando em um enredado contexto religioso, um viés místico e mítico, fervilhando novos mistérios…

A psique engloba (ou tenta englobar) pensamentos e sentimentos. Os pensamentos são potencialmente infinitos, mas podem ficar loucos, muito doentes…

E os sentimentos? Quando observamos alguém sofrer por um sentimento negativo (um medo qualquer), é mais evidente identificá-lo, administrá-lo e combatê-lo. No entanto, diante dos sentimentos positivos, especialmente o mais nobre e principal deles, o amor, como é que ficamos?

“Amamos pouco e mal”, já nos critica Jean-Yves Leloup. Há diagnóstico e tratamento para a limitação do amor? O amor deveria ser a mais comum e natural inspiração espiritual dos seres humanos. E seria o condutor emocional das nossas vidas.

Se tivéssemos aplicado mais e melhor amor em nossas histórias, a fotografia atual do mundo seria, em poucas palavras: nenhuma guerra ocorrendo, mínimo de crianças adoecidas e ameaçadas de quadros terminais, padrão escandinavo de distribuição de renda, pouca corrupção, políticos menos motivados pelo poder, raros analfabetos, criminalidade em baixa.

E mais: poucas iniciativas de inclusão! Sim, pois amor profuso e qualificado não manteria exceções de rejeitados, refugiados em desespero, o racismo estaria quase no esquecimento.
É claro que, pela fotografia real de hoje, com todos os problemas que permanecem à nossa vista, precisamos muito das inclusões!

Incluir foi uma iniciativa importante, uma maneira de exercer o amor de modo protocolar. Se não se dispõe de espontaneidade afetuosa para interromper a exclusão das minorias e de outros diferentes e coloridos, tenhamos a hombridade de nos exigir isso!

O protocolo da inclusão foi muito importante e positivo. Se não houvesse, não estaríamos acompanhando hoje, desde Paris, o espetáculo fenomenal das Paralimpíadas!

Por outro lado, as “pessoas com deficiência” (termo atualizado, conforme o consultor Romeu Sassaki) têm muito a demonstrar e oferecer.

Os congressos de Sexualidade Humana, desde as últimas décadas do século passado, permitem a maravilhosa experiência de acompanharmos os depoimentos das pessoas com deficiência. Elas conseguem verdadeiros milagres, aproveitando suas partes funcionais, por mínimas que sejam. Amam-se e erotizam-se das mais diversas formas, com corpos parciais, mas envolvimento total da mente, com trocas emocionais intensas, admiráveis.

Os considerados completos, normais, sem deficiências visíveis, precisam aprender a amar como os incompletos. De certo modo, eles é que deveriam se preocupar conosco e tentar nos incluir no mundo afetivo deles…

Deveríamos assumir claramente que somos pessoas com deficiência amorosa e tentar todo e qualquer aprimoramento afetivo. Via Psiquiatria, Psicologia, Filosofia, Artes, Espiritualidade, Religiões, ou, quem sabe, a IA (Inteligência Artificial).

Joaquim Z. Motta é psiquiatra, sexólogo e escritor

Tags: amorArtigoHora CampinasinclusãoOpiniãorelacionamentorespeitosentimentossociedadeSolidariedade
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