A Justiça arquivou o caso de violência doméstica contra o vereador Otto Alejandro (PL), de Campinas. A decisão foi tomada após pedido feito pelo Ministério Público (MP). A retratação da namorada do parlamentar, que havia feito a denúncia de ofensas verbais e ameaça de morte, mas depois decidiu não seguir com o processo, baseou a solicitação do MP.
O caso passou a ser investigado depois das declarações da mulher registradas em Boletim de Ocorrência em novembro de 2025. Além de dizer ter sido ofendida e ameaçada, ela também relatou que o vereador danificou objetos no apartamento onde os dois estavam, na rua José de Alencar, no Centro de Campinas.
Ainda de acordo com o BO, a mulher contou que havia sido agredida em outras ocasiões pelo vereador com quem mantinha um relacionamento de um ano e meio, mas não chegou a formalizar denúncia até então. Disse também que ele ingeria bebida alcoólica com frequência, o que afetava o seu comportamento, o tornando agressivo.
No entanto, documentos do inquérito revelam que a mulher decidiu não continuar com o processo. Segundo o MP, ela afirmou que não houve agressão física e desejava pelo encerramento do caso. O MP também aponta falta de provas que sustentassem a continuidade da investigação.
Alejandro se manifestou nas redes sociais depois do arquivamento do caso. “Gratidão a todos que confiaram, apoiaram e acreditaram na verdade. Deus abençoe a todos e continue me guardando, me protegendo de todo mal”, disse.
O caso também gerou a abertura de uma Comissão Processante (CP) na Câmara Municipal de Campinas para apurar suposta quebra de decoro parlamentar por parte de Alejandro. Em dezembro de 2025, dois dos três vereadores que integram o grupo votaram pelo fim da investigação. No entanto, o pedido de arquivamento ainda precisa ser analisado pela Casa, que está em recesso e retorna aos trabalhos a partir de segunda-feira (2).
Outros casos
A Justiça também encerrou outros episódios relacionados ao vereador que envolviam abuso de autoridade, ameaça, injúria e dano e eram investigados pela Polícia Civil. Em um deles, Alejandro foi filmado ameaçando guardas municipais, e em outro foi acusado de quebrar o vidro traseiro de um ônibus, além de ameaçar o motorista de morte. Os dois processos não tiveram sequência e foram arquivados.











