Campinas recebe neste sábado (6), das 9 às 13 horas, a primeira edição da Ação Azul, uma campanha realizada por voluntários de diferentes áreas da saúde para atender gratuitamente pessoas com autismo e suas famílias. A Ação Azul será realizada no Colégio Genius, na Rua Americana, 636, em Jardim Novo Campos Elíseos.
A Ação Azul tem o apoio do Instituto INN TEA Campinas, instituição presidida pela pedagoga e mãe atípica, Bruna Guimarães, e também do Jovens do Futuro, projeto social voltado para cursos de formação e qualificação profissional na região do distrito do Ouro Verde e outros bairros de Campinas.
A ação é idealizada em conjunto por familiares de pessoas com autismo e o apoio de dentistas, psicólogos, neurologistas, fisioterapeutas, advogados, médicos especialistas em, Neuropsicologia e diferentes síndromes, psicopedagogos, fonoaudiólogos, nutricionistas e entidades ligadas ao transtorno do espectro autista (TEA).
O objetivo da Ação Azul Campinas é promover acolhimento permanente às pessoas com autismo e suas famílias. “Por isso é que reunimos diferentes profissionais capacitados e com experiência no transtorno do espectro autista. A nossa intenção é criar uma rede voluntária em prol de milhares de pessoas com autismo em Campinas e também a partir disso reunirmos dados sobre essa parcela da população”, afirma Michele Zimbaldi, cirurgiã dentista com especialização em odontopediatria e voluntária da Ação Azul.
No Brasil, segundo a voluntária Michele, ainda não há estudos sobre a prevalência do TEA na população, mas segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), o País pode ter mais de 2 milhões de pessoas com autismo.
Segundo Michele, o voluntariado de diferentes entidades sociais em Campinas tem cumprido o papel essencial no atendimento da maior parte da população mais carente da cidade.
“Principalmente as pessoas que vivem nas regiões mais afastadas da região central da cidade. É preciso descentralizar o atendimento público urgente em Campinas, e esta primeira Ação Azul servirá para discutirmos também soluções para isso”, completa Michele.







