A falha de software que causou estragos em sistemas de computadores em todo o mundo nesta sexta-feira (19) foi sentida pelos campineiros e por quem passou pela cidade. Correntistas do Banco Bradesco enfrentaram instabilidade dos aplicativos. O Aeroporto Internacional de Viracopos foi um dos mais afetados no Brasil.
“A falha e a instabilidade global em uma plataforma utilizada pela Azul impactaram o sistema de check-in da companhia aérea, gerando um total de 15 voos atrasados de chegada e 24 voos de partida até às 11h30 desta sexta”, informou a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, responsável pelo terminal.
A companhia também teve problemas em Brasília. No Aeroporto Internacional do Distrito Federal, administrado pela Inframerica, o impacto foi restrito a voos da Azul. Oito voos da empresa decolaram com atraso. Diante da falha no sistema, o check-in passou a ser feito de forma manual, enquanto o sistema esteve fora do ar. “Outras companhias não reportaram impacto”, informou a Inframerica.
No Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, ocorreram alguns problemas devido à intermitência no sistema de check-in. Com as empresas passando a fazer o procedimento manualmente, não houve maiores impactos, segundo a Infraero, administradora do aeroporto.
Aeroportos em todo o mundo, incluindo Tóquio, Amsterdã, Berlim e vários terminais espanhóis, relataram problemas em seus sistemas e atrasos. A American Airlines, a Delta Airlines, a United Airlines e a Allegiant Air suspenderam seus voos alegando problemas de comunicação.
O que houve?
A CrowdStrike é uma empresa norte-americana de segurança cibernética. Ela divulgou uma nota na qual assume a responsabilidade pelo apagão cibernético que afetou diversas empresas e serviços em diversos países.
De acordo com o CEO da CrowdStrike, George Kurtz, o problema já foi “identificado, isolado e uma correção foi implantada”.
O incidente decorre de uma atualização de conteúdo para computadores com o sistema operacional Windows, da Microsoft, relacionados ao sensor Falcon. Em consequência, o computador trava e aparece a chamada “tela azul da morte”, que indica que há problemas com o computador.
“Este não é um incidente de segurança ou ataque cibernético. O problema foi identificado, isolado e uma correção foi implantada.”, informou por meio das redes sociais o CEO da CrowdStrike.
Correção
De acordo com especialistas em segurança cibernética, os efeitos indiretos da interrupção global de segurança cibernética que causou o apagão ainda serão sentidos por algum tempo. Apesar de terem encontrado uma solução para corrigir o problema, será necessário realizar um processo manual para que os computadores voltem a funcionar normalmente.
Esse processo pode fazer com que as grandes organizações que possuem milhares de computadores levem dias para normalizar os sistemas. O que se sabe é que os problemas foram maiores na Europa do que nas américas do norte e do sul.







