Questão urgente e que começou a ser cobrada do governo em maio, a falta de medicamentos essenciais à saúde do brasileiro foi tema de uma reunião nesta quarta-feira (20) com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e representantes da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), entre eles o prefeito de Campinas, Dário Saadi. Do encontro saíram algumas promessas de normalização de abastecimento de medicamento e insumos, incluindo contrastes utilizados em exames.
Após dois meses de espera, vários ofícios e pedidos de audiência, a FNP ouviu de Queiroga que o Ministério tomou algumas providências para tentar normalizar o abastecimento, entre elas a retirada do imposto de importação, no intuito de baratear o preço dos itens, e reuniões com representantes das empresas que produzem os medicamentos em falta.
“A gente acompanha essa situação já há alguns meses. A FNP trouxe essa demanda junto com Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) e essa reunião foi importante para saber as medidas que foram e que estão sendo tomadas pelo Ministério da Saúde”, comentou o prefeito de Campinas, Dário Saadi, vice-presidente de Saúde da FNP.
Contrastes
A guerra entre Rússia e Ucrânia e a pandemia de Covid-19 comprometeram o abastecimento de contrastes. Em Campinas, o secretário de Saúde Lair Zambon disse que a estratégia é fazer uso racional do insumo e estabelecer prioridades.
“A falta de insumos tem nos preocupando bastante. Temos monitorado o nosso sistema diariamente, junto com a Rede Mário Gatti e os nossos prestadores, priorizando os casos de urgência e emergência e pacientes que estão internados, fazendo uso racional do insumo para que não haja desassistência. É importante que todos os gestores do País estejam envolvidos na solução”, disse o secretário de Saúde de Campinas, Lair Zambon.
Na semana passada, o Ministério da Saúde soltou uma nota técnica em que orientavas as unidades a economizar nos exames que precisam do contraste iodado, como cateterismos, tomografias e angiografias.







