No ambiente corporativo altamente competitivo de hoje, ter uma marca empregadora forte é crucial para qualquer empresa atrair e reter os melhores talentos e se destacar em seu mercado. Para construir essa marca de forma eficaz, é necessário que ela reflita a cultura da empresa, a experiência do colaborador e as tecnologias disponíveis.
Empresas que buscam se diferenciar no mercado não podem renunciar a esse diferencial. Dados do LinkedIn revelam que estratégias efetivas de employer branding permitiram que companhias crescessem 20% mais rápido e investissem até 43% menos em processos seletivos em busca por novos colaboradores.
Mas antes de explorar estratégias para obter o “selo” de marca empregadora, é essencial abordar os desafios na construção desse reconhecimento.
Uma estratégia eficaz começa com a definição clara da Proposta de Valor da Marca Empregadora (conhecida pela sigla em inglês EVP), que responde à pergunta: “O que a minha empresa oferece que os concorrentes não oferecem?”. Em vez de focar apenas em produtos ou serviços, a EVP deve destacar aspectos intangíveis, como cultura, benefícios e clima de trabalho.
Após definir a EVP, é fundamental garantir uma experiência positiva para os colaboradores durante toda a jornada na empresa, do processo seletivo ao offboarding.
Ser reconhecida pela sua marca facilita a atração de candidatos qualificados e a retenção de talentos. Pesquisa do Glassdoor mostra que 68% dos Millennials, 54% da Geração X e 48% dos Boomers visitam as redes sociais das empresas onde desejam trabalhar para avaliá-las como possíveis empregadoras.
Companhias com uma marca empregadora consolidada recebem um número maior de currículos de candidatos interessados e mantêm seus colaboradores mais satisfeitos, com maior engajamento e lealdade, o que reduz a rotatividade.
Para ter sucesso nesse processo, a cultura organizacional deve estar profundamente enraizada em cada profissional. A cultura se desenvolve de dentro para fora, através das interações diárias e dos comportamentos dos colaboradores. Para integrar a cultura na estratégia de marca empregadora, é essencial contratar pessoas que compartilhem valores semelhantes, engajar os colaboradores em ações autênticas e criar momentos que evidenciem a cultura da empresa.
A tecnologia e as redes sociais estão revolucionando o mundo corporativo. Para construir um posicionamento sólido a ponto de ser reconhecido no mercado, as organizações podem aproveitar essas ferramentas, mostrando o dia a dia da equipe nas redes sociais e criando uma imagem positiva. Outra oportunidade é incentivar os colaboradores a participarem de plataformas como o Glassdoor, que permitem feedbacks anônimos e ajudam a criar uma visão clara e transparente sobre como a empresa se posiciona em relação às suas equipes.
E não basta afirmar que se tem uma marca empregadora; é preciso avaliar a eficácia desse trabalho, o que requer métricas e indicadores-chave. Entre as métricas, o RH pode analisar a taxa de turnover, que reflete a retenção dos colaboradores. O custo por contratação também é relevante, indicando a eficiência das estratégias de recrutamento. Além disso, monitorar e ajustar periodicamente a estratégia é essencial, pois as mudanças corporativas são cada vez mais rápidas e exigem reavaliações frequentes.
Desenvolver uma marca empregadora forte envolve enfrentar diversos desafios, e um deles é evitar a “imitação” de iniciativas dos concorrentes – a marca deve ser original e refletir a verdadeira essência da empresa.
E um ponto importante: engajar os colaboradores como defensores da marca e promover a empresa através das percepções de quem já trabalha nela pode ser mais eficaz do que investir em campanhas de marketing tradicionais.
Diante disso, o departamento de Recursos Humanos desempenha um papel crucial na construção e na manutenção da marca empregadora, promovendo a cultura organizacional, engajando os colaboradores e desenvolvendo estratégias de retenção. A colaboração com a área de Marketing também é essencial para garantir que esse posicionamento seja apresentado de maneira coerente e eficaz. Dessa forma, a empresa estará no caminho certo para se tornar o “sonho de consumo” dos melhores talentos do mercado.
Fernanda Stacy é psicóloga e coordenadora de Marketing do Grupo Soulan











