“A terra fornece o suficiente para satisfazer
a necessidade de todos os homens,
mas não a ganância de todos os homens”
Mahatma Gandhi
Em um mundo cada vez mais interconectado e vulnerável a crises globais, a velocidade com que eventos se disseminam é sem precedentes. Inovações tecnológicas oferecem oportunidades incríveis, mas também trazem desafios complexos. A conectividade planetária, física e virtual, transforma rapidamente eventos locais em globais, como evidenciado pela disseminação da Covid-19.
Essa rapidez exige que governos, empresas e indivíduos reavaliem suas abordagens, adotando novas formas de organização onde a colaboração é crucial para um futuro sustentável.
A eficiência, outrora o principal motor na alocação de recursos, agora deve ser equilibrada com a resiliência, a capacidade de antecipar e se recuperar rapidamente de choques.
Três linhas de ação são essenciais: descarbonização da energia, minimização do desperdício e infraestrutura adaptada a eventos climáticos severos.
O Brasil, com suas dimensões continentais e diversidade ambiental, está na linha de frente das mudanças climáticas, enfrentando desafios em todos os quadrantes. Ao norte, na Bacia Amazônica, secas intensas. No Rio Grande do Sul, enchentes catastróficas. A oeste, incêndios no Pantanal. A leste, chuvas intensas já antecipam, em certa medida, o que ocorrerá nos meses de janeiro e fevereiro próximos.
Governantes devem liderar estratégias que equilibrem eficiência e resiliência, investindo em infraestruturas robustas e incentivando práticas sustentáveis.
As empresas que prosperarão serão aquelas que aumentarem a resiliência em suas cadeias de produção e adotarem práticas de baixo carbono. A sociedade civil, por sua vez, desempenha um papel vital, pressionando por mudanças e promovendo educação comunitária sobre sustentabilidade.
Cada cidadão tem um papel crucial. Ações individuais, como o consumo consciente e a participação em iniciativas comunitárias, são fundamentais.
A colaboração entre governos, empresas, sociedade civil e cidadãos é essencial para construir um mundo onde sustentabilidade e resiliência coexistam.
No próximo artigo, exploraremos ações que municípios brasileiros e de outros países estão adotando para mitigar os efeitos dos eventos climáticos.
Jurandir Fernandes foi secretário de Transportes de Campinas e secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos (SP). Presidiu a Emdec (Campinas), a Emplasa (São Paulo), o Denatran (Brasília) e os Conselhos de Administração do Metrô-SP, CPTM e EMTU-SP. Coordena o Grupo de Mobilidade do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo. É membro do Conselho Internacional do Centro Paulista de Estudos da Transição Energética (Unicamp) e do Conselho da Frente Parlamentar pelos Centros Urbanos (Brasília). É vice-presidente honorário da UITP (Bruxelas).







