No último dia 13 de outubro, o governo do estado de São Paulo tornou obrigatório o ensino presencial para 100% dos alunos da rede pública e privada (com exceção dos que comprovem problemas de saúde).
A notícia mais uma vez dividiu opiniões, especialmente quanto a segurança com relação a Covid-19 dos professores e alunos.
De acordo com o governo, quase 97% dos docentes estão vacinados e muitas unidades escolares foram reformadas para que o retorno seja possível. Porém, a principal inquietação é que, a partir de novembro, não será mais exigido o distanciamento de 1 metro entre alunos.
Existe segurança?
As condições físicas não podem liderar a polêmica. Isso porque o impacto emocional dos alunos é igualmente relevante e diante de tantas transformações ocorridas nos últimos meses, sobretudo com o impacto da pandemia no sistema educacional.
Apesar dos anseios e expectativa dos pais e responsáveis, essa volta deve ser encarada com muita tranquilidade e alegria. Será muito importante para as crianças menores de 3 anos, pois será essencial para o desenvolvimento da fala e linguagem, pois elas perderam muito o desenvolvimento de interação social.
Esse retorno também será muito positivo para as crianças em fase escolar. Será essencial para o aprendizado e a relação entre eles. E, apesar de acharmos que os adolescentes estão bem com as mídias sociais, a história não é bem assim! Eles precisam de interação, e esse excesso de telas tem causado grandes transtornos de ordem psíquica, desde depressão, alterações do sono e diminuição do aprendizado.
E, falando no aprendizado, só ele será capaz de conseguir diminuir um pouco esta grande lacuna criada na parte educacional com a Covid-19.
Juliana Bertoncello, foniatra, é formada em medicina pela PUC-Campinas, com residência em otorrinolaringologia no Instituto Penido Burnier e na Unicamp











