Campinas passou a integrar a comissão nacional de cidades exportadoras, criada nesta segunda-feira (4) para dialogar com o governo federal e estadual sobre medidas capazes de minimizar os impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. A nova taxação entra em vigor nesta quarta-feira (6) e preocupa prefeituras de regiões com forte atividade exportadora.
Durante reunião realizada nesta segunda, o prefeito Dário Saadi destacou que 25% das exportações de Campinas têm os Estados Unidos como destino, o que representa cerca de US$ 250 milhões por ano. Segundo ele, a nova tarifa pode gerar perdas significativas.
A decisão de formar a comissão foi tomada na reunião extraordinária da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP). O encontro contou com a participação do prefeito de Campinas, que reforçou a necessidade de articulação política e econômica para proteger as economias municipais.
“Estamos muito preocupados. Acreditamos que o tarifaço pode impactar de 20% a 40% desse total de exportações”, afirmou o prefeito, que pretende atuar nas tratativas com autoridades de diferentes esferas para defender os interesses dos exportadores da cidade e da região.
“Também vou propor aos prefeitos paulistas, das cidades que mais exportam, uma reunião com o governador Tarcísio de Freitas para discutir medidas de mitigação”, destacou Dário.
RMC também será afetada pelo tarifaço
A Região Metropolitana de Campinas (RMC), que reúne 20 municípios e mais de 3 milhões de habitantes, é uma das maiores exportadoras do Estado de São Paulo.
“Temos que levar os impactos desse tarifaço ao conhecimento do Governo Federal e Estadual e discutir ações para minimizar a situação dos exportadores. Já iniciamos o levantamento dos possíveis impactos desde que o tarifaço foi anunciado”, completou o prefeito que também levará o tema para a próxima reunião do Conselho da Região Metropolitana de Campinas.
Entenda o tarifaço dos EUA
A medida norte-americana, oficializada pelo presidente Donald Trump, impõe uma tarifa adicional de 40% sobre produtos do Brasil, totalizando uma taxação de até 50%. Apesar da criação de uma lista com quase 700 itens que ficarão isentos – como aeronaves, suco de laranja, combustíveis e madeira –, a decisão deve impactar diversos setores produtivos do país, principalmente em regiões com alto volume de exportações, como é o caso de Campinas e da Região Metropolitana de Campinas.







