A Prefeitura de Campinas gastou com a pandemia da Covid-19 praticamente o mesmo valor que foi investido na construção do BRT – o sistema de corredores exclusivos de ônibus que vai ligar o centro da cidade aos distritos do Campo Grande e Ouro e que no ano passado chegou a ser considerada a maior obra de mobilidade urbana em andamento no País.
A previsão de gastos com as obras do BRT é de R$ 451 milhões
A previsão de gastos com as obras do BRT é de R$ 451 milhões, de acordo com os números oficiais. Com a pandemia, a Administração já teve de desembolsar R$ 425 milhões.
Foram R$ 194 milhões no ano passado e R$ 231 milhões este ano, segundo dados do relatório entregue pela Prefeitura ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Esses números se referem a gastos contabilizados até o mês de julho deste ano.
Em 2020 – a Prefeitura informou ter gasto até dezembro, R$ 194,04 milhões e recebeu de repasses federais ou estaduais, a quantia de R$ 157, 74 milhões. Neste ano, os gastos até julho atingiram R$ 231,34 milhões, com repasses estaduais e federais de R$ 52,16 milhões.
Campinas somava até o dia 10 de setembro (data da última atualização feita pela secretaria de saúde) 4.389 mortes pela Covid-19 e, destas, 2.808 ocorreram em 2021 – o equivalente a 63,9% do total. Foram 138.179 casos de Covid registrados na cidade até agora, sendo que 83.773 ocorreram neste ano – o que representa 60% do total de casos.
Estado
Segundo levantamento realizado pelo TCE junto aos 644 municípios paulistas (exceto a Capital) e ao Governo Estadual já foram destinados R$ 6,53 bilhões no enfrentamento à pandemia.
De acordo com os dados, entre janeiro e julho de 2021, o Governo do Estado teve uma despesa em ações de combate ao coronavírus de R$ 2,78 bilhões, enquanto 637 municípios destinaram R$ 3,75 bilhões.
Estado e municípios já gastaram mais de R$ 6,5 bilhões
Cinco Prefeituras jurisdicionadas ao TCESP (Emilianópolis, Ferraz de Vasconcelos, Iporanga, Jaboticabal e São Lourenço da Serra) declararam que não realizaram despesas em 2021 para o enfrentamento da Covic-19 e duas (Caiuá e Cordeirópolis) não responderam ao questionário obrigatório e estão em situação de inadimplência com a Corte.
As informações, relativas aos recursos públicos empenhados até 31 de julho, estão disponíveis na nova atualização do ‘Painel de Gestão de Enfrentamento da COVID-19’ (https://bit.ly/3duVcfL).









