Delegação de Campinas esteve presente e atuante na V Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (V CONAPIR), realizada na última semana, entre os dias 15 e 19 de setembro, em Brasília. Representando a força política da cidade de Campinas, a comitiva não apenas acompanhou os debates, mas participou nas articulações que apontam para o futuro das políticas de igualdade racial no Brasil.
Na avaliação do grupo, a presença de Campinas na conferência reafirma o papel da cidade como um polo articulador de lutas e resistências, fortalecendo a defesa de políticas públicas que garantam reparação histórica, justiça social e a efetivação dos direitos da população negra.
Entre os momentos centrais, a delegação participou ativamente da construção do manifesto em apoio à PEC 27/2024, que propõe a inclusão da igualdade racial como capítulo na Constituição Federal e a criação do Fundo Nacional de Reparação Econômica e de Promoção da Igualdade Racial (FNREPIR). A iniciativa representa um avanço histórico na luta por reconhecimento, reparação e inclusão da população preta e parda.
Outro destaque foi a participação no processo de elaboração do Manifesto Sankofa, reafirmando o compromisso com memória, justiça e reparação às populações negras e indígenas, além do debate estratégico sobre o ODS 18, que propõe o enfrentamento ao racismo como eixo transversal da Agenda 2030 da ONU.
A delegação de Campinas foi composta pela presidenta do Conselho Municipal de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra de Campinas, Marcela Reis, pelo coordenador da Cepir, Marcelo Resende, e pelo rapper ativista do Movimento Hio Hop, Ciro do Hip Hop. Eles atuaram nos debates e mesas de discussão pautando a urgência do enfrentamento à violência racial, o fortalecimento das ações afirmativas, a valorização das culturas afro-brasileira e indígena, e a defesa dos direitos de quilombolas, povos de terreiros, comunidades tradicionais, povos ciganos e da população LGBTQIAPN+.
“Com essa participação, Campinas reafirma sua posição de liderança política e social no enfrentamento ao racismo estrutural, colocando-se na linha de frente da construção de um Brasil verdadeiramente plural, justo e antirracista”, destaca Marcela Reis.







