Campinas, Hortolândia e Valinhos são as cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) mais beneficiadas pelo novo edital do programa Mais Médicos do Governo Federal, lançado nesta segunda-feira (5). Para Campinas serão destinados 13 profissionais; Hortolândia terá 7 e Valinhos, 5. Em todo o estado de São Paulo, 117 cidades terão direito a 448 médicos.
No ano passado, 28 vagas foram destinadas a Campinas pelo programa Mais médicos do governo federal. Na ocasião, Indaiatuba, com oito, foi a segunda com mais vagas na RMC.
Em todo o Brasil serão 3.174 vagas disponíveis para inscrição de profissionais. Desse total, 3.066 vagas serão distribuídas em 1.620 municípios e 108 são destinadas a 26 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).
A intenção é fortalecer a assistência nas regiões remotas e de maior vulnerabilidade social. Os médicos interessados podem se inscrever até o dia 8 de maio.
Distribuição
A oferta das vagas, segundo o Ministério da Saúde, considera o cenário atual de distribuição de profissionais no país, segundo a Demografia Médica 2025. Lançada na última quarta-feira (30), o estudo aponta a proporção de médicos por habitante nas diferentes regiões.
A prioridade do Mais Médicos é atender as de maior vulnerabilidade social e com menor número de profissionais. As vagas contemplam, em sua maioria, regiões vulneráveis de municípios de pequeno porte (75,1%), médio porte (11,1%) e grande porte (13,8%).
Os profissionais do programa integram as equipes de Saúde da Família, que oferecem atendimento e acompanhamento mais próximos da população. Quando necessário, encaminham os pacientes a consultas com especialistas.
Três perfis
As oportunidades estão distribuídas entre três perfis: médicos formados no Brasil com registro no CRM, médicos brasileiros formados no exterior e médicos estrangeiros habilitados. Para esses dois últimos perfis, é obrigatória a aprovação no Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv), um treinamento específico para atuação em situações de urgência, emergência e enfrentamento de doenças prevalentes nas regiões de trabalho.
Com a meta de alcançar 28 mil profissionais, o programa atualmente conta com cerca de 24,9 mil médicos atuando em 4,2 mil municípios — o que representa 77% do território nacional. Dentre essas localidades, 1,7 mil apresentam altos índices de vulnerabilidade social.







