Imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) captaram 227 focos de incêndio em Campinas entre o dia 1º de maio e 24 de junho. O balanço foi divulgado pela Defesa Civil durante a Operação Estiagem.
O coordenador regional e diretor do Departamento de Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, destacou alguns fatores que ampliam as condições para a ocorrência de incêndio e faz alerta.
“Estamos no período mais seco do ano e observamos que aos finais de semana as pessoas têm como hábito atear fogo para limpar o terreno. E qualquer foco de incêndio com esse tempo muito seco pode ser facilmente propagado pelo vento e gerar uma situação muito grave na região”, alertou.
Furtado salientou ainda que a região tem grandes áreas de proteção ambiental, um polo petroquímico, além de soltura de balões nas proximidades do Aeroporto Internacional de Viracopos, contextos que exigem um redobramento nos cuidados.
“Na nossa região qualquer foco de incêndio pode se transformar numa grande tragédia. Mas a vistoria está sendo feita com atenção. Se necessário, usamos drone para fazer a caracterização da ocorrência e envia-la para o órgão de fiscalização”, detalhou.
A baixa Umidade Relativa do AR (URA) também é uma preocupação do órgão nesse período. Entre maio e junho, foram emitidos 23 boletins de Estado de Atenção, quando o índice fica abaixo de 30%, e dois de Estado de Alerta, quando a URA não chega a 20%.
Operação Estiagem
Entre o dia 1º de maio até 30 de setembro a Operação Estiagem busca intensificar as ações de prevenção e monitoramento em Campinas. O período é caracterizado pelo aumento do risco de incêndio em área de cobertura vegetal, a baixa a vazão dos mananciais e umidade relativa do ar e as quedas bruscas de temperatura.







