Representantes de terreiros de Campinas participaram de uma reunião com autoridades municipais e forças de segurança para discutir medidas de enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa. O encontro aconteceu no Salão Vermelho do Paço Municipal na tarde da última terça-feira (9) e contou com a presença de representantes da Guarda Municipal, Polícia Militar e Polícia Civil. A pauta chegou ao poder público por iniciativa dos próprios representantes de povos de matriz africana, que buscaram o diálogo direto com o prefeito de Campinas, Dário Saadi, no começo do mês de agosto. A inteção era apresentar um protocolo voltado às questões de segurança (saiba mais aqui).
Além das lideranças religiosas, o encontro contou com a presença de Christiano Biggi Dias, secretário de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública; da comandante da Guarda Municipal de Campinas, Maria de Lourdes Soares; do major Adriano, representando o CPI-2 da Polícia Militar; da delegada Maria Helena Taranto Joia, coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) do Deinter-2; de Marcelo Rezende, coordenador da Coordenadoria Setorial de Promoção da Igualdade Racial; e de Marcela Reis, presidente do Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra de Campinas.
A iniciativa buscou revelar e orientar sobre medidas do poder público em prol das comunidades de religiões de matriz africana, historicamente alvo de discriminação. Durante o encontro, houve espaço para que representantes de terreiros tirassem dúvidas e expusessem ideias, fortalecendo o diálogo direto com as instituições.
A coordenadora do Centro de Estudos Africanos e Afro-Brasileiros Dra. Nicéa Quintino Amauro (CEAAB), da PUC-Campinas, Edna Lourenço, destacou a necessidade de transformar práticas institucionais. “Não podemos permitir violência. As casas merecem respeito. Tudo precisa mudar. A abordagem policial, por exemplo, precisa ser respeitosa. São condutas que, no dia a dia, dependem de mudanças de comportamento para evitar o desrespeito e preconceito”, afirmou.
A secretária municipal de Cultura e Turismo, Alexandra Caprioli, ressaltou que a reunião foi uma resposta direta às demandas apresentadas pelos terreiros. “Esse encontro é fruto de vários pedidos e demandas dos terreiros e mostra essa união entre Cultura, Assistência Social e Segurança Pública em prol do bem de todos”, explicou.







