Campinas soma 241 casos de dengue em 2025, sem nenhum óbito. Os dados foram atualizados pela Secretaria de Saúde nesta segunda-feira (27). Há, porém, mais de 1,6 mil casos suspeitos em investigação, aguardando resultados de exames.
Nos primeiros 21 dias de 2024, durante a pior epidemia da história no município, foram notificados mais de 2,7 mil casos da doença e uma morte – no ano todo ocorreram 122.012 casos e 90 óbitos.
Trinta de cinco municípios paulistas decretaram estado de emergência para a dengue, principalmente nas regiões de São José do Rio Preto, no noroeste do estado. Nenhuma cidade da Região Metropolitana de Campinas decretou emergência até o momento
No último sábado, a Secretaria de Saúde visitou 3.683 imóveis durante o 1º mutirão contra a dengue em 2025, em cinco bairros: Vila Padre Anchieta, Jardim Nova Aparecida, Vila Renascença, Parque Maria Helena e Vila Penteado.
O trabalho reuniu aproximadamente 200 pessoas, incluindo agentes de saúde, voluntários e funcionários da empresa Impacto Controle de Pragas, para remover criadouros do mosquito Aedes aegypti, vetor da doença, e orientar os moradores. Funcionários da Secretaria de Serviços Públicos retiraram 539 toneladas de resíduos descartados irregularmente nas áreas trabalhadas e limparam 39 bocas de lobo entre quinta-feira, 23, e o dia da mobilização.
“O combate à dengue não tem data para terminar. Estamos continuamente trabalhando no convencimento da população para cuidar das casas uma vez por semana. É uma situação para ser enfrentada todos os dias e a todo momento”, alertou o prefeito Dário Saadi.
Como foi o mutirão?
As equipes conseguiram trabalhar em 1.992 imóveis (54%), enquanto outros 1.691 (46%) estavam inacessíveis por estarem fechados, desocupados ou em virtude do impedimento dos moradores. O percentual de “pendências” ficou abaixo da média de 52% verificada ao longo de 2024, mas a Saúde reforçou o apelo para apoio da população nas ações.
“Apesar de ainda ser uma pendência alta, conseguimos uma redução. Vamos continuar empenhados em adotar as estratégias possíveis para efetividade do trabalho e impactar na proteção da população de Campinas”, destacou a assessora técnica do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) Priscilla Pegoraro.
Estatísticas do Ministério da Saúde mostram que de 75% a 80% dos criadouros do Aedes estão nas residências. Com isso, a melhor forma de prevenção contra a dengue é eliminar qualquer acúmulo de água que possa servir de criadouro, principalmente em latas, pneus, pratos de plantas, lajes e calhas. É importante, ainda, vedar a caixa d’água e manter fechados vasos sanitários inutilizados.
O mutirão foi multissetorial e contou ainda com apoio de profissionais das secretarias de Habitação, Educação, Desenvolvimento e Assistência Social, Trabalho e Renda, Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade, além da Guarda, Defesa Civil, Sanasa e Emdec.







