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Home Geral

Câncer de bexiga ultrapassa 19 mil mortes em 4 anos; urologista orienta

Tipo de câncer mais incidente em homens, o tumor de bexiga matou de 800 mil pessoas no mundo e mais de 19 mil no Brasil de 2019 a 2022

Redação Por Redação
7 de julho de 2024
em Geral
Tempo de leitura: 4 mins
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Campinas abre campanha Novembro Azul; urologista faz alerta para a prevenção

O médico urologista Fernando Zapparoli Gonçalves durante cirurgia com utilização de Green Light Laser: tabagismo é fator de risco para câncer de bexiga - Foto: Divulgação

Dados do Sistema de Informações do Ministério da Saúde (SIH/SUS) indicam mais de 110 mil casos de neoplasia maligna da bexiga desde 2019. Assim como em outros tipos de câncer, o tabagismo é o principal fator de risco da neoplasia de bexiga.

Julho é mês de conscientização do câncer de bexiga. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) aproveita a data para alertar sobre a importância da detecção precoce deste tipo de tumor, quando as chances de cura são maiores. Nas redes sociais, posts, vídeos e live com especialistas informam o público leigo.

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que este ano deverão ser registrados 11.370 novos casos de câncer de bexiga, sendo 7.870 em homens e 3.500 em mulheres, o que corresponde a um risco estimado de 7,45 casos novos a cada 100 mil homens e 3,14 a cada 100 mil mulheres.

 

Segundo o Inca, este é o sétimo câncer mais incidente entre os homens (exceto o de pele não melanoma), representando mais de 3% dos cânceres no sexo masculino.

 

O médico Fernando Zapparoli Gonçalves, um dos maiores especialistas do País, adverte para as causas deste tipo de tumor e lembra que os bons hábitos de vida são um fator protetivo para a doença. “É preciso aliar atividade física com alimentação saudável. Esse é o caminho. E, seguramente, adotar como praxe os exames preventivos e as visitas regulares ao seu médico de confiança”, complementa Zapparoli.

 

“É preciso que o homem e a mulher entendam que prevenção é saúde. É vida”, resume o especialista

 

Doutor em Urologia pela Universidade de São Paulo (USP), Fernando Zapparoli Gonçalves é membro titular da Sociedade Brasileira de Cancerologia e da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

Tem expertise e amplo conhecimento cirúrgico para tumores de próstata, rins, bexiga, ureteres e pênis por ter sido titular do Departamento de Uro-oncologia do Hospital de Amor/Hospital de Câncer de Barretos (2010-2016), unidade que é referência nacional em câncer.

Atualmente trabalha como urologista, cirurgião oncológico e uro-oncologista nas regiões de São José do Rio Preto e Barretos, no Interio de São Paulo.

 

Doutor em Urologia pela, Fernando Zapparoli Gonçalves é membro titular da Sociedade Brasileira de Cancerologia e da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) – Foto: Divulgação

 

Fator de risco

A Sociedade Brasileira de Urologia reforça o alerta. “O câncer de bexiga tem como principal fator de risco o tabagismo, relacionado a mais de 50% dos casos. Portanto, eliminando esse hábito, conseguimos diminuir significativamente as chances de aparecimento desse tumor. Outro ponto fundamental na prevenção é seguir hábitos saudáveis, como manter uma alimentação balanceada, beber água em quantidade adequada e exercitar-se”, complementa o presidente da SBU, Luiz Otavio Torres.

 

Tipos de câncer

O câncer de bexiga pode ser classificado de acordo com a célula que sofreu alteração, sendo os principais: carcinoma de células transicionais (ou urotelial) que representa a maioria dos casos e tem início na camada mais interna da bexiga; carcinoma de células escamosas (ou epidermoide) que afeta as células delgadas e planas da bexiga, ocorre após infecção ou inflamação prolongadas; e adenocarcinoma que é mais raro, tem início nas células glandulares (de secreção) após infecção ou irritação prolongadas.

 

O câncer de bexiga é considerado superficial quando se limita ao tecido de revestimento da bexiga e infiltrativo quando transpassa a parede muscular, podendo afetar órgãos próximos ou gânglios linfáticos.

 

O tabagismo (também o passivo) é o principal fator de risco do câncer de bexiga, porém há outras ameaças como: exposição a substâncias químicas; alguns medicamentos e suplementos dietéticos; gênero e raça (homens brancos têm mais chances de desenvolver a doença); idade avançada; histórico familiar.

 

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico do câncer de bexiga pode ser feito por exames de urina e de imagem, como ultrassom, tomografia computadorizada e cistoscopia (investigação interna da bexiga por meio do cistoscópio, instrumento dotado de câmera introduzido pela uretra). Durante a cistoscopia, caso o especialista identifique alguma alteração, pode ser retirado material para biópsia.

 

O tratamento do câncer de bexiga varia conforme o estágio da doença e pode consistir em cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

 

Os tipos de cirurgia consistem em: ressecção transuretral – remoção do tumor por via uretral; cistectomia parcial – retirada de uma parte da bexiga; cistectomia radical – remoção completa da bexiga, com a construção de um novo órgão para armazenar a urina.

Nos casos de lesões iniciais, após removido o tumor, pode ser administrada a vacina BCG ou algum quimioterápico dentro da bexiga a fim de evitar recidiva da doença.

 

Logo da campanha da SBU: mês de conscientização – Imagem: Divulgação

 

Mortalidade

De 2019 a 2022 o Sistema de Informações sobre Mortalidade registrou 19.160 óbitos em decorrência de neoplasia maligna da bexiga. Desses, 12.956 (67,6%) eram do sexo masculino e 6.204 (32,3%) do sexo feminino.

Para o diretor da Escola Superior de Urologia da SBU, Roni de Carvalho Fernandes, para rastrear o câncer de bexiga e desenvolver políticas públicas eficazes para reduzir a incidência e mortalidade, é essencial considerar várias estratégias, começando por campanhas de conscientização e educação como essa promovida pela SBU, além de identificar grupos de alto risco, garantir que todos tenham acesso a serviços de saúde que ofereçam diagnóstico e tratamento adequados com a criação de centros especializados para garantir padrões elevados de cuidado e resultados melhores para os pacientes.

“Implementar essas medidas requer colaboração entre profissionais de saúde, governos, instituições de pesquisa, organizações não governamentais e a própria comunidade para enfrentar de forma eficaz esse grande desafio, que é reduzir as taxas de mortalidade do câncer de bexiga”, afirma Fernandes.

 

Com informações da Agência Brasil

Tags: alertacâncer de bexigaDr Fernando Zapparoli GonçalvesIncaInstituto Nacional de CâncerSaúde públicaSBUSociedade Brasileira de UrologiaUrologiaurooncologia
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